Dados do Relatório das Actividades Realizadas na Área de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) indicam que cerca de 2,09 milhões de pessoas enfrentaram a insegurança alimentar aguda, em todo o país. A informação resulta de uma avaliação pós-choque realizada entre os meses de Janeiro e Dezembro de 2025, em 66 distritos severamente afectados por diferentes choques, abrangendo 11.844 agregados familiares.
O documento, divulgado na última sexta-feira, explica que, dos 2,06 milhões de afectados, perto de 148 mil pessoas encontram-se em situação de emergência, necessitando de assistência humanitária urgente para salvaguardar vidas e meios de subsistência.
De acordo com o Relatório, a avaliação constatou que, no período de escassez alimentar, os distritos de Mecúfi, Eráti, Meconta, Maganja da Costa, Namacurra, Derre, Morrumbala, Mutarara, Doa e Macossa registaram uma elevada vulnerabilidade nutricional, algumas com taxas de desnutrição aguda iguais ou superiores a 5%.
No âmbito da promoção da Segurança Alimentar Nutricional, o Relatório afirma que foram realizadas três acções de formação, uma em matérias de nutrição outra sobre boas práticas de nutrição e inclusão de pessoas com deficiência em projectos de finanças rurais e outra ainda sobre segurança alimentar e nutricional dirigida a produtores, criadores de gado e técnicos agrários.
No sector produtivo das áreas da agricultura, ambiente e pesca, as leguminosas registaram um crescimento de 3%, com destaque para o amendoim, cuja produção atingiu cerca de 265.207 toneladas, representando um aumento de 9% e uma execução de 99% do plano estabelecido. As hortícolas alcançaram uma produção de 2.301.741 toneladas, traduzindo um crescimento de 6%, com o tomate a registar um incremento de 7%.
Já o segmento das frutas registou um crescimento de 5%, totalizando 1.069.984 toneladas. O ananás destacou-se com um aumento de 13%, seguido do abacate, com 9% face ao período homólogo, ultrapassando 100% do plano previsto.




