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29 de January, 2026

Chuvas intensas encarecem hortícolas em Maputo

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As chuvas intensas que caíram um pouco por todo o país, nas últimas duas semanas, estão a causar a escassez de hortícolas nos mercados, devido à inundação das principais zonas de produção, por um lado, e, por outro, à destruição de algumas vias, dificultando o transporte dos produtos e agravando os preços.

No mercado informal de Xiquelene, nos arredores da Cidade de Maputo, os vendedores relatam dificuldades para obter a mercadoria, facto que influencia o aumento dos preços. Lurcinia Mabota, por exemplo, vende o molho de folhas de batata-doce a 20,00 Meticais, contra os anteriores 5,00 Meticais.

“Há escassez de couve e alface, produtos que até Dezembro eram vendidos em abundância neste mercado. Por isso, as vendas também diminuíram nos últimos dias”, disse Mabota, secundada por Maura Cossa, que vende diversas hortícolas naquele mercado, incluindo o tomate. “O tomate está muito caro. No Mercado Grossista do Zimpeto, onde habitualmente compramos, o preço chegou a 1.300,00 Meticais, quando antes custava 300,00 Meticais”, disse.

No mercado da Matola Gare, conhecido por vender hortícolas a preços acessíveis graças ao abastecimento proveniente de vários pontos do distrito da Moamba, a situação também não é diferente. Há escassez de produtos e os poucos disponíveis são vendidos a preços considerados proibitivos.

Refira-se que as chuvas que caíram nas regiões sul e centro, nas últimas semanas, causaram inundações em campos agrícolas na chamada cintura verde da Cidade de Maputo, tal como em outras áreas agrícolas dos distritos da Matola, Marracuene, Moamba, Boane e Manhiça, onde os produtores perderam quase toda a produção.

Segundo os vendedores, poucos produtos conseguiram ser salvos da fúria das águas. “Para nós, vendedores de hortícolas, praticamente não há negócio nestes dias. Não há folha de abóbora, não há couve, nem alface. O pouco que ainda chega vem de residências de pessoas que não foram muito afectadas pelas enxurradas, mas até essas reservas estão a esgotar-se”, relatou uma das vendedeiras, que prevê dias ainda mais difíceis.

Refira-se que, apesar da trégua das chuvas, os comerciantes dizem que o cenário continua a piorar, na medida em que há pouca produção de hortícolas. Aliás, estes aguardam pelo fim da época chuvosa e pela chegada do inverno para retomar as suas actividades com alguma normalidade. (Carta)

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