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Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

12 de January, 2026

Cidade de Maputo deverá continuar imunda por duas semanas

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Tal como é característico em cada época festiva, a cidade de Maputo volta a enfrentar uma crise na gestão de resíduos sólidos, marcada pela acumulação do lixo em vários bairros da capital, situação que tem condicionado a circulação de pessoas e viaturas e levantado sérias preocupações de saúde pública entre os moradores.

Em bairros como Maxaquene, Chamanculo, Aeroporto, Magoanine, Zimpeto, Ferroviário, Albazine, Hulene e Mahotas, os resíduos acumulam-se nas bermas das estradas, em valas de drenagem e em espaços habitacionais. O caos tem provocado maus odores, proliferação de moscas, ratos e mosquitos, além do entupimento dos sistemas de drenagem, agravando o risco de inundações durante o período chuvoso.

Segundo dados da edilidade, mais de 12 milhões de toneladas de resíduos sólidos não foram recolhidos nos últimos dois meses na capital do país. Munícipes ouvidos pela “Carta” dizem sentir-se abandonados e temem o surgimento de surtos de doenças. “Vivemos rodeados de lixo. As crianças brincam perto destes montes e ficamos com medo de doenças como cólera e malária”, relatou Ana Chongo, residente do Chamanculo, acrescentando que, em alguns pontos, o lixo permanece por semanas sem recolha.

Outro morador da capital do país, em particular de Hulene, afirmou que a situação afecta também a actividade económica local. “Os clientes evitam passar por aqui por causa do cheiro e do lixo espalhado. Isto está a prejudicar os pequenos negócios”, disse Luís Miguel Saunde.

As autoridades municipais explicam que a situação resulta de avarias em parte significativa da frota de recolha de lixo, aliadas às chuvas intensas que se registam na cidade e província de Maputo, o que dificulta o acesso ao interior da Lixeira de Hulene e compromete a normal operação dos camiões.

Segundo o Vereador de Infra-estruturas e Salubridade do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, João Munguambe, estão em curso, neste momento, trabalhos para a recuperação das máquinas avariadas e para melhoria das vias de acesso à lixeira. A recuperação de cada máquina deverá custar 12 milhões de Meticais aos cofres do Município, de acordo com a edilidade.

Falando a jornalistas, após visitar a maior lixeira do país, Munguambe assegurou ainda que a edilidade está a implementar medidas para estabilizar a recolha regular de resíduos, com vista à eliminação das lixeiras informais e à melhoria gradual das condições de salubridade nos bairros mais afectados. O responsável afirmou que a imundice que tomou conta da capital do país deverá permanecer por mais duas semanas.

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