Professores das escolas do distrito de Memba, província de Nampula, que foram forçados a fugir devido aos ataques terroristas, denunciam que estão a ser pressionados a regressar às suas escolas para garantir a realização do conselho de notas, uma das últimas etapas do ano lectivo de 2025.
À “Carta”, os professores afirmam que, inicialmente, a ideia era enquadrar a classe e os alunos nas escolas do Posto Administrativo de Alua, no distrito de Eráti, para a realização dos exames e dos conselhos de notas. Mas, sem qualquer explicação, a ideia foi alterada.
Os docentes dizem ainda não estarem criadas as condições para o regresso da população e muito menos deles àquele distrito, sobretudo para os Postos Administrativos de Mazua e Chipene. “Não há condições para realizar conselho de notas, muito menos exames”, disse um professor de Mazua, para quem a presença de militares no terreno não é garantia de segurança para civis. “Outro problema é que não temos salários. Mesmo que voltemos, como vamos viver? Não sabemos se os nossos produtos ainda existem ou não”, acrescentou outra fonte.
No entanto, as autoridades de Memba asseguram que a situação de segurança tende a melhorar, revelando já terem sido restabelecidos os serviços de saúde. O restabelecimento desses serviços tornou-se crucial devido ao registo de casos de cólera.
Além disso, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reiterou há dias que as Forças de Defesa e Segurança continuam empenhadas na perseguição aos terroristas e que, brevemente, ele próprio regressará a Memba para acompanhar o retorno da população. (Carta)





