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20 de November, 2025

Prematuridade: 360 dos 1.185 bebés prematuros nascidos no HCM em 2024 não sobreviveram

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Dos 1.185 nascimentos prematuros registados no ano passado na maternidade do Hospital Central de Maputo (HCM), 360 bebés não sobreviveram.

Os dados foram divulgados na segunda-feira (17) pela directora do Serviço de Neonatologia, Joyce Monteiro, durante a cerimónia alusiva ao Dia Mundial do Prematuro.

O parto pré-termo ou parto prematuro ocorre antes das 37 semanas de gestação. Dependendo da idade gestacional, o bebé pode nascer com órgãos ainda subdesenvolvidos, o que compromete a sua capacidade de sobreviver fora do útero.

Segundo Joyce Monteiro, as principais causas da prematuridade incluem infecções, doenças crónicas como hipertensão arterial e diabetes, gravidez na adolescência, consumo de álcool e tabagismo.

A responsável sublinhou que a prematuridade continua a ser a principal causa de mortalidade neonatal no HCM, alertando que Moçambique permanece entre os países africanos com as taxas mais elevadas.

“O parto prematuro é uma das três principais causas de morte de recém-nascidos porque os prematuros têm dificuldades em respirar, em alimentar-se e são vulneráveis a contrair doenças”, explicou. Para prevenir estes casos, Monteiro defende maior planeamento da gravidez e reforço das consultas pré-natais, essenciais para o diagnóstico precoce e tratamento adequado de complicações gestacionais.

Monteiro destacou ainda que a mortalidade dos bebés prematuros com menos de 37 semanas difere da dos prematuros extremos, aqueles que nascem antes das 28 semanas. Nestes casos, são comuns sequelas auditivas, visuais e atrasos no desenvolvimento, o que torna essenciais cuidados neonatais de qualidade, desde o nível primário até às unidades especializadas.

HCM reforça medidas e prepara expansão dos serviços

Durante as comemorações do Dia Mundial do Prematuro, o director do HCM, Mouzinho Saíde, felicitou os profissionais de saúde e as famílias pelo seu papel na sobrevivência e cuidado destes bebés. O dirigente destacou que continuam a ser reforçadas as acções de prevenção de infecções, o acompanhamento pré-natal e a implementação do Método Mãe Canguru — técnica fundamental para a estabilidade térmica e desenvolvimento dos prematuros.

Saíde revelou ainda que o HCM pretende ampliar o seu Serviço de Neonatologia para responder ao aumento da demanda.

“Temos um projecto de construção de uma nova Unidade de Neonatologia, que vai contribuir para reduzir a mortalidade neonatal. Actualmente dispomos apenas de 24 leitos para uma necessidade superior a 60”, afirmou.

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