O Hospital Central de Nampula (HCN), o maior do norte de Moçambique, rejeitou na quarta-feira (5) ter havido negligência na morte de uma parturiente transferida do Centro de Saúde de Mogovolas.
Aquela unidade de saúde pronunciou-se sobre o caso, em conferência de imprensa, depois de a família ter apontado negligência como causa da morte da mulher.
O director da Maternidade do HCN, o gineco-obstetra Dinis Viegas, disse que o óbito foi provocado por roptura uterina, uma complicação grave que ocorre durante o trabalho de parto, e não por negligência médica, como foi alegado pela família da vítima.
Viegas explicou que o caso foi analisado de forma profunda por um comité especializado responsável por investigar todas as mortes maternas registadas no hospital e concluiu que não houve negligência do médico em serviço.
“Este óbito foi estudado de forma detalhada e identificámos que se tratou de uma roptura uterina grave, uma situação de alto risco, sobretudo quando o encaminhamento é tardio”, afirmou o médico, reiterando que nenhum profissional da equipa agiu de forma negligente e que todos os procedimentos clínicos foram cumpridos.
A família acusou o médico em serviço de não ter prestado a assistência adequada à parturiente, que morreu no mesmo dia em que os médicos do HCN tinham anunciado uma greve devido à falta de pagamento de horas extraordinárias referente a 2024 e 2025.





