Médicos do Hospital Central de Nampula (HCN) suspenderam a greve, que estava agendada para iniciar no último sábado, devido aos atrasos no pagamento de horas extras de 2024 e 2025. A decisão foi tomada após uma reunião de emergência convocada pelo Secretário de Estado da província de Nampula depois de tomar conhecimento das medidas de pressão que seriam activadas pelos médicos para cobrar a dívida.
Refira-se que em uma carta enviada à direcção do HCN, no dia 30 de Outubro (quinta-feira), os médicos anunciaram a suspensão das actividades médicas em reivindicação aos atrasos no pagamento de horas extras referentes a quatro meses de 2024 e sete meses de 2025. Em concreto, o grupo disse que passaria a prestar os serviços apenas no período normal de expediente da função pública. Isto é, só iam trabalhar das 07h30m às 15h30m, deixando os pacientes à sua própria sorte no intervalo entre às 15h30m às 7h30m.
Depois de várias horas de discussão à porta fechada, os médicos, que denunciavam a falta de interesse do Governo em resolver o problema, decidiram suspender a greve, porém, a novidade foi avançada pelo Director do HCN, pois, o grupo contestatário não prestou declarações à imprensa sobre o resultado do encontro.
Segundo Cachimo Molina, o sector administrativo do HCN, em coordenação com a Direcção Provincial de Finanças de Nampula, irá responder às preocupações dos médicos no prazo de 15 dias. A fonte explicou que o problema relativo ao pagamento das horas extras, regra geral, não está directamente ligado aos médicos residentes, mas aos que anteriormente prestavam serviço nos distritos, cuja gestão financeira ainda não é da responsabilidade do hospital.
O Director do HCN acrescentou ainda que o sector de finanças também se comprometeu a resolver a situação dos turnos dos médicos provenientes dos distritos, embora tenha reconhecido que esse processo poderá não ser imediato.
Refira-se que, há dias, o Governo foi obrigado a pagar, às pressas, parte da dívida de horas extras que mantem com os médicos residentes do Hospital Central da Beira, após estes anunciarem a paralisação de actividades. A paralisação estava programada para o dia 25 de Outubro, mas antes que fosse concretizada, o Executivo se adiantou, pagando uma dívida referente a três meses.





