A vila de Angoche, na província de Nampula, viveu momentos de tensão na segunda-feira (27), devido a uma manifestação popular contra a empresa Haiyu Mozambique Mining, que se dedica à exploração de areias pesadas naquela região, por uma alegada falta de canalização de valores monetários à população.
A manifestação, de acordo com fontes locais, foi marcada pelo bloqueio das principais vias de acesso, através de barricadas, o que impediu a circulação de pessoas e bens em diferentes pontos da urbe.
Os manifestantes alegam que não estão a beneficiar dos ganhos resultantes da exploração dos recursos naturais da região.
“Exigimos os nossos direitos como cidadãos moçambicanos, concretamente da cidade de Angoche. Nós, ‘angocheanos’, queremos usufruir, ainda que seja um pouco, dos nossos recursos naturais”, afirmaram.
Durante a manifestação, uma viatura que transportava areia para as obras do parque foi imobilizada e o motorista obrigado a descarregar toda uma carga de areia de construção no meio da estrada.
Os protestantes, enquanto marchavam, acusaram ainda a presidente do Conselho Municipal local, Dalila Afonso, de alegadamente ter recebido valores da referida empresa e de não ter informado a população sobre o uso do mesmo.
Em reação, as autoridades policiais, que afirmaram não terem sido informadas previamente sobre a manifestação, destacaram efectivos para controlar a situação e restabelecer a ordem.
Sem uso da violência, os agentes da PRM apelaram aos manifestantes para formalizarem a pretensão de realizar a manifestação.
A empresa Haiyu Mozambique Mining e a presidente do município de Angoche não se pronunciaram sobre a ocorrência.





