O ministro do Interior, Paulo Chachine, garantiu na quarta-feira (22) que as autoridades estão a trabalhar intensamente para o resgate do empresário português raptado no dia 07 deste mês em Maputo.
“A investigação está a ocorrer, está a ocorrer, é um processo. Há um trabalho muito intenso, um trabalho muito profundo que está a ser realizado pela Polícia da República de Moçambique [PRM] e pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal [Sernic], com vista ao esclarecimento deste caso”, disse Paulo Chachine, à margem da cerimónia de tomada de posse de novos oficiais comissários da PRM, na capital.
Em causa está o rapto de um empresário português no dia 07 deste mês na baixa de Maputo, em frente ao seu estabelecimento comercial, por um grupo de quatro pessoas, ainda não identificadas, que seguiam numa viatura branca e sem chapa de matrícula, o primeiro caso do género conhecido publicamente desde Junho “Em momento próprio, quando tivermos o caso esclarecido, aí vamos falar de tudo, quem são os detidos, quantos detidos houve”, acrescentou. Este é o primeiro caso conhecido publicamente desde 21 de Junho, quando um cidadão libanês, proprietário de uma farmácia, foi raptado no estabelecimento, no centro de Maputo.
As autoridades policiais moçambicanas anunciaram, em 12 de Junho, que o número de raptos em Maputo caiu para metade nos primeiros cinco meses do ano, com quatro casos, contra oito em igual período de 2024.
Em Abril, o ministro do Interior admitira que o crime de rapto é complexo, organizado e transnacional, e propicia a fuga de capitais, além de criar sentimentos de “insegurança”, apelando à sociedade para denunciar suspeitos de envolvimento.
A polícia moçambicana registou, desde 2011 até março de 2024, um total de 185 raptos e pelo menos 288 pessoas detidas por suspeitas de envolvimento neste tipo de crime, indicam os últimos dados avançados pelo Ministério do Interior.
Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receio, segundo números divulgados em Julho do ano passado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que defendeu ser tempo de o Governo dizer “basta”.





