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22 de September, 2025

Conselho Nacional do ANAMOLA decorre num ambiente “pacífico” e “cívico”

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Continua calmo, pacífico e cívico o ambiente à volta do Conselho Nacional do ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), que decorre na cidade da Beira, província de Sofala, desde ontem e que termina esta segunda-feira.

O evento, que conta com a participação de alguns convidados, como o activista social Wilker Dias (da plataforma DECIDE) e os jornalistas Salomão Moyana e Luís Nhachote e do antigo Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, está a ser dirigido pelo ex-candidato presidencial, Venâncio António Bila Mondlane.

Em seu discurso, Venâncio Mondlane defendeu que o ANAMOLA se guia por três pilares “inegociáveis”, nomeadamente, a justiça social, ética política e independência judicial. Disse que a justiça social é o “valor essencial para um pacto robusto com os moçambicanos”, enquanto a ética política aparece como a “condição para a transparência governativa”. Já a independência judicial exige uma profunda reforma, que inclui a separação de poderes e a sua autonomia financeira e administrativa.

No evento, Venâncio Mondlane anunciou igualmente o registo, em apenas sete horas após o lançamento do aplicativo, de 15 mil pessoas como membros do partido. Afirmou que o objectivo é de atingir três milhões de membros até ao congresso do partido. Aliás, a elevada adesão à plataforma de registo de membros do partido obrigou os informáticos a reforçar a capacidade da plataforma, visto que a mesma estava a registar falhas. Há quem chegou a cogitar a possibilidade de ataque à plataforma por piratas do partido no poder, o que não era verdade.

Mondlane, que viu o seu partido legalizado a 15 de Agosto, quatro meses após a submissão do pedido ao Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, justificou a criação daquela formação política com a necessidade de “refundar Moçambique”, de modo a “pôr fim a cinco décadas de maus-tratos sofridos pelo povo”.

O político acusou as elites moçambicanas de monopolizarem as riquezas nacionais, situação que, na sua visão, não pode continuar. “Não podemos continuar com famílias sem refeições diárias, crianças sem carteiras e hospitais sem condições”, defendeu.

Venâncio Mondlane voltou a exigir a libertação dos mais de cinco mil jovens detidos durante as manifestações pós-eleitorais e a indemnização das vítimas da violência policial. Recorde-se que pelo menos 350 pessoas morreram durante as manifestações, na sua maioria mortos pelas balas da Polícia.

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