A exploração desordenada de areia na zona de Guava, distrito de Marracuene, está a colocar em risco várias habitações e preocupa os residentes locais. Moradores afirmam que, se nada for feito, muitas casas poderão desabar nos próximos dias.
Ananias Mazize, um dos residentes das proximidades, lamenta a inacção das autoridades e considera incompreensível que a actividade mineira tenha avançado até às imediações das casas.
“Aqui onde erguemos as nossas casas existem ruas, várias habitações e outros empreendimentos. Na altura, nada foi feito e agora, em poucos dias, podemos ficar sem tecto”, afirmou Mazive.
A comunidade pede uma intervenção urgente para travar a exploração de areia e evitar que o cenário se agrave, defendendo que a prioridade deve ser a protecção das famílias que vivem no local.
“Não faz sentido que se permita que continue esta exploração num espaço que já é habitado. As autoridades conhecem a situação, mas continuam em silêncio”, acrescentou outro residente, que preferiu não ser identificado.
Segundo os moradores, os camiões que transportam a areia são muito pesados e a cada dia danificam as suas casas.
Mais uma jovem assassinada brutalmente em Bobole
Seis dias após o homicídio de uma estudante da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Bobole, na província de Maputo, volta a ser palco de mais um crime violento. O corpo de uma jovem de 18 anos foi encontrado esta quarta-feira (03), depois de ter desaparecido no último domingo.
De acordo com informações recolhidas no local, a vítima regressava de um “xitique” – que é um modelo de poupança informal muito usado pelas famílias moçambicanas – quando foi brutalmente assassinada. Suspeita-se que a jovem terá sido violada antes de ser morta.
A família, em lágrimas, reconheceu o corpo apenas nesta quarta-feira, após vários dias de angústia, desde que tinha sido reportado o desaparecimento.
Uma fonte que reside próximo do local onde o corpo foi encontrado relatou que, na noite do crime, ouviram-se gritos de socorro.
“A vítima ainda pediu ajuda de todos os lados, mas os gritos acabaram abafados pelo silêncio da noite”, contou um morador.
Preocupação crescente com mais um assassinato
A descoberta do corpo reacende a onda de medo e insegurança na região, que ainda não se refez do choque provocado pelo recente assassinato da estudante do curso de Agro-economia e Extensão Agrária da UEM ocorrida em Marracuene.
As autoridades policiais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o novo caso, mas moradores pedem maior segurança e patrulhamento na zona de Bobole, temendo que episódios do género se tornem recorrentes.





