A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) condenou, veementemente, na segunda-feira (01), a violação e assassinato de uma estudante do segundo ano do curso de Agro-economia e Extensão Agrária, no Bairro Zintava, distrito de Marracuene, assinalando que o “acto macabro” mostra a “perda de valores” na sociedade moçambicana.
“A Universidade Eduardo Mondlane apela à comunidade universitária e à sociedade para que sejamos vigilantes e que ajudemos as autoridades a encontrar quaisquer vestígios que possam conduzir à identificação dos autores deste crime vergonhoso”, refere-se num comunicado.
A UEM afirma que vai seguir com a devida atenção o trabalho das autoridades para a identificação dos responsáveis por aquele “acto indescritível”.
Aquele estabelecimento de ensino salienta que todos os actos atentatórios à vida e segurança das raparigas e mulheres devem ser repudiados, enfatizando ainda que o crime traduz a degradação de valores morais na sociedade moçambicana.
“A UEM aproveita esta ocasião para reiterar o seu compromisso com a educação e protecção das raparigas e mulheres e nos esforços de formação da sociedade moçambicana sobre valores e princípios de convivência pacífica, como contributo para que actos desta natureza não tenham lugar”, pode ler-se na nota.
A estudante, Natália Ernesto Macheve, foi assassinada, depois de violada, na noite da última quarta-feira (27), no Bairro Zintava, distrito de Marracuene, disse à Carta de Moçambique uma prima da vítima.
A fonte avançou que a estudante, de 19 anos de idade, estava a regressar da escola e ia a caminho de casa, em Zintava, quando foi interpelada, violada e morta, numa pequena mata, por indivíduos desconhecidos.





