O Governo afirma ter já distribuído 76% dos 85% dos medicamentos essenciais planificados para 2025 nas unidades sanitárias do país. De acordo com o balanço do primeiro semestre do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2025, a meta é garantir que todos os hospitais estejam abastecidos com fármacos considerados prioritários para o tratamento das principais doenças que afectam a população.
O Governo detalhou que a meta anual de disponibilização de medicamentos essenciais está fixada em 85% e que o plano era disponibilizar 5% dos medicamentos em cada trimestre, mas que acabou superando o planificado.
O documento afirma que foi feita a distribuição rotineira de medicamentos às unidades sanitárias, no entanto, a redução dos fundos, por um lado, e suspensão do financiamento do governo norte-americano, por outro, impactou negativamente no alcance das metas. No entanto, no terreno ainda é reportada a falta de medicamentos, assim como a demora na entrega do equipamento médico.
O Relatório refere ainda que o Governo se comprometeu a alocar equipamento médico e mobiliário em 100 unidades sanitárias durante o presente ano. Porém, a quatro meses do fim do ano, a meta ainda não foi cumprida e remete para o quarto trimestre o reporte dos resultados desta promessa.
Situação idêntica verifica-se na modernização dos serviços de imagiologia com aparelhos de RX Digitais fixos. A meta anual é de instalar 29 máquinas, nas províncias do Niassa (duas); Cabo Delgado (uma); Nampula (seis); Zambézia (três); Tete (duas); Manica (duas); Sofala (três); Inhambane (uma); Gaza (três); Maputo Província (duas); e Maputo Cidade (quatro), mas o relatório remete para o quarto trimestre o reporte dos resultados.
No entanto, refere que foram adquiridas 29 máquinas, tendo sido recebidas 10 e instaladas nove, na Cidade de Maputo (Hospitais Central de Maputo e Geral de Mavalane) e nas províncias de Sofala (Hospital Central da Beira), Nampula (Hospitais Central de Nampula, Geral de Nacala e Distrital de Mossuril), de Maputo (Hospital Provincial da Matola), Gaza (Hospital Provincial de Xai-Xai) e Inhambane (Hospital Provincial de Inhambane), faltando instalar uma máquina no Hospital Distrital de Moma, província de Nampula.
Outra actividade programada e que ainda não foi realizada é a formação de profissionais de saúde (médicos e técnicos) especializados e gestores dos serviços de saúde. O projecto era formar, durante o ano de 2025, 720 profissionais, mas as formações ainda não arrancaram “por atrasos na disponibilização de fundos”, segundo o Governo.





