O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) chamou a atenção, esta terça-feira, à liderança do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) para a necessidade de reforço da segurança nos estabelecimentos penitenciários nacionais, de modo que não se tornem palcos de preparação de burlas electrónicas, sequestros e nem de radicalização.
“Chamamos atenção aos oficiais comissários recém-patenteados para que contribuam com o seu saber para evitar que os estabelecimentos penitenciários não sejam escolas, onde se aprimoram as formas de prática do crime e que não sejam locais de radicalização para o terrorismo, raptos e outros tipos de crime. Estamos neste momento a combater sem contemplações”, afirmou Daniel Chapo.
O facto foi defendido ontem, em Maputo, durante a tomada de posse do Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), do Inspector das FADM e do Comandante do Ramo do Exército das FADM; bem como do patenteamento dos Adjuntos Comissários da Polícia da República de Moçambique (PRM), de Comissário e dos Primeiros Adjunto do Comissário da Migração e de Primeiros Adjunto do Comissário da Guarda Penitenciária.
Segundo Chapo, “urge reforçar a segurança dos estabelecimentos penitenciários para que não sejam locais onde se praticam crimes de burlas com recurso a meios electrónicos, preparação de sequestros e raptos”, alguns dos crimes mais sonantes da actualidade e que têm seu epicentro as cadeias moçambicanas.
No seu discurso, proferido a partir do primeiro andar do Quartel-General das FADM, Daniel Chapo disse ainda ser preciso erradicar a prática de pagamento de valores em troca de pareceres favoráveis, que culminam com solturas de reclusos para obtenção da liberdade condicional.
Pelo contrário, Daniel Chapo entende que o recluso deve aprender algum ofício e contribuir, cada vez mais, para a produção dos alimentos que consome e para a preservação dos espaços em que se encontra.
“Queremos que os oficiais promovidos sejam dinamizadores da produção agrícola, pecuária e artesanal, para contribuir para auto-suficiência do sector e, como parte do processo de recuperação social dos reclusos, evitando a ociosidade. Capitalizem a vastidão da terra arável de que a maior parte das penitenciárias dispõe, como forma de, também, tirar proveito da mão-de-obra sob a vossa responsabilidade”, disse.
Ao patentear os Primeiros Adjunto de Comissários da Guarda Penitenciária, escolhidos cada um a dedo, o Chefe de Estado pretende, por um lado, ajustar a cadeia de comando do sector e, por outro, que, com o seu saber e experiência, contribuam na modernização do SERNAP.





