A maior universidade do país, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), gradua cerca de um terço dos estudantes admitidos por ano, ou seja, pouco mais de 33,3 por cento, um padrão que se repete no fim de cada ciclo de formação. Os dados constam do Relatório Anual da UEM, referente a 2025, publicado esta quinta-feira (10).
O documento, que aponta a graduação de estudantes no sistema universitário como o ponto mais alto da missão de ensino-aprendizagem, revela que a evolução da taxa de graduação nos últimos cinco anos (2020/2024), por exemplo, tem oscilado significativamente, com uma tendência decrescente. Em 2020, a universidade admitiu 5.422 estudantes, mas somente 1.440 foram graduados. Em 2021, foram admitidos 5.050 estudantes, mas apenas 1.349 graduaram.
Já em 2022, o ano com o maior número de admissões no período analisado, com 5.649 estudantes, apenas 1.581 foram graduados. Em 2023, apesar de uma redução nas admissões (5.150), registou-se um aumento no número de graduados, com 1.834 estudantes, o valor mais alto dos últimos anos. Para 2024, foram admitidos 5.132 estudantes e graduaram-se 1.514.
Deste modo, entre 2020 e 2024, a UEM admitiu em média mais de 5.000 estudantes por ano, mas apenas pouco mais de 1.500 concluíram a formação anualmente, deixando mais de 3.000 estudantes por ano ainda em percurso ou retidos no sistema. Por exemplo, analisando pelo ciclo de formação, a UEM admitiu 5.422 estudantes, em 2020, mas chegado ao fim do ciclo, em 2024, somente 1.514 é que concluíram os cursos.
O relatório destaca que estes indicadores devem levar a comunidade estudantil e a própria instituição de ensino a reflectirem sobre este panorama e as suas dinâmicas internas.
Por outro lado, o documento apresenta a evolução do número de graduados por grau académico e por sexo. Neste ponto, observa-se que nos anos de 2020 e 2022 existiu uma tendência de equilíbrio entre os géneros. Contudo, nos anos de 2023 e 2024, a taxa de graduação das mulheres foi superior à dos homens.
Neste contexto, o relatório indica que, ao longo dos cinco anos, a universidade admitiu 26.403 estudantes para os cursos de licenciatura, dos quais apenas 7.718 se graduaram. Destes, 3.920 são mulheres e 3.798 são homens. (Carta)





