A Polícia da República de Moçambique (PRM), a nível da província de Maputo, confirmou, na noite desta quarta-feira, o assassinato de mais dois agentes da corporação, ocorrido nas proximidades do Hospital Geral da Machava, no bairro de Infulene, no município da Matola.
Segundo o porta-voz da PRM em Maputo, Cláudio Ngulele, as vítimas eram identificadas, em vida, por António Domingos, que ostentava a patente de Inspector Principal da Polícia, na PRM, e Abílio Janeiro, um agente operativo do SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal), ambos afectos à 7ª Esquadra da PRM, na Cidade de Maputo.
Os dados divulgados pela PRM vêm confirmar as informações que já circulavam nas redes sociais desde a ocorrência do assassinato, dando conta de que as vítimas eram agentes da Polícia, afectos à 7ª Esquadra. Entretanto, tal como a sociedade, Polícia diz não conhecer os motivos e nem os assassinos dos seus agentes.
Ngulele afirma que mais de 50 tiros foram disparados pelos “meliantes”, que recorreram à metralhadora russa AK47 para executar a missão. O crime ocorreu por volta das 09h00, na Avenida Eduardo Mondlane, uma via bastante movimentada que liga as cidades da Matola e Maputo. Uma idosa, de 78 anos de idade, foi atingida pelas balas no seu braço esquerdo, estando hospitalizada no Hospital Provincial da Matola.
A PRM afirma ainda que os assassinos se faziam transportar em duas viaturas, sendo uma da marca Toyota Ractis, enquanto as vítimas estavam a bordo de uma viatura Toyota Auris. A corporação diz estar a envidar esforços, em coordenação com o SERNIC, para “identificar, neutralizar e responsabilizar os autores do crime”.
Refira-se que este é o segundo caso de assassinato de agentes da corporação a ocorrer em menos de um mês, no município da Matola, na província de Maputo. Na noite do passado dia 11 de Junho, um Superintendente Principal da Polícia, da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), que em vida desempenhava as funções de Chefe de Reconhecimento, foi assassinado em Nkobe, no município da Matola.
O indivíduo também foi assassinado à queima-roupa com mais de 50 tiros no interior da sua viatura, de marca Mahindra. Até hoje, não se conhecem os autores e muito menos os seus motivos. Na altura, a PRM levou quase uma semana para admitir que a vítima era membro da corporação, apesar de indivíduos próximos terem disponibilizado a informação minutos após a sua execução. (Carta)





