O Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM) pretende reconstruir pelo menos duas mil casas, à razão de cerca de 500 por cada um dos quatro municípios beneficiários, designadamente, Pemba, Nampula, Montepuez e Nacala.
De acordo com um documento a que “Carta” teve acesso, para a reconstrução dessas casas, o principal critério de selecção é a vulnerabilidade sócio-económica, segundo padrões das instituições do Estado moçambicano, designadamente, em termos cumulativos, pobreza multidimensional, famílias vulneráveis, deslocados internos e casas muito degradadas. O documento explica que, para a selecção dos beneficiários, será realizado um inquérito sócio-demográfico em cada bairro de implementação do projecto.
O grupo que irá realizar o inquérito será constituído pelos representantes do Fundo de Fomento à Habitação (FFH), implementador do projecto; de cada município, do Instituto Nacional de Acção Social (INAS), do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), secretários dos bairros e dois representantes das comunidades beneficiárias.
O projecto é “pro bono” e consistirá na aplicação de kits diversos consoante necessidades específicas de cada habitação, nomeadamente fundação, alvenaria, cobertura e caixilharia.
Segundo o documento, para a reconstrução das casas, o projecto não vai contratar os empreiteiros tradicionais, mas sim membros das comunidades com habilidades como pedreiros, carpinteiros, serralheiros e ajudantes, os quais serão inicialmente treinados.
Ao todo, serão contratados cerca de 8 mil artesãos nos quatro municípios. Outros cerca de 500 jovens serão empregues na fase do censo sócio-demográfico nos locais-alvo. (Carta)





