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Actualizado de Segunda a Sexta

17 de June, 2025

Transportadores interprovinciais paralisam actividades na N1 em protesto contra as cobranças excessivas dos agentes da Polícia de Trânsito

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As viaturas que saem do Norte, Centro bem como de Inhambane, foram impedidas esta segunda-feira (16) de seguir para a capital do país, sucedendo o mesmo com os transportadores que saíram de Maputo com destino a Gaza. A paralisação deve-se às alegadas cobranças excessivas nos postos rodoviários da Polícia de Trânsito que, segundo os motoristas, são incontáveis na província de Gaza.

“Não entendemos o motivo para tantos postos da polícia numa única província, com cobranças de valores que variam de 200 a mais de 10 mil de meticais. Quando nos recusamos a pagar esses valores, os agentes aplicam multas exorbitantes sem qualquer justificação”, afirmou Arlindo Petxene, motorista de “chapa” da rota Joanesburgo/ Inhambane.

Os transportadores concentraram-se no cruzamento de Maciene, logo nas primeiras horas desta segunda-feira e afirmam que a Polícia de Trânsito não facilita o seu trabalho. Os agentes da polícia chegam ao extremo de instalar um posto de fiscalização em qualquer árvore.

“Mandam parar principalmente os carros sul-africanos, sobretudo aqueles que transportam passageiros com atrelado que contém alguns produtos. Estamos aqui para trabalhar e queremos apenas a manutenção dos postos policiais de Chizavane, Incoluane e Pontinha. Mas esses postos improvisados debaixo das árvores não queremos. Se as nossas reivindicações não forem ouvidas, continuaremos com a paralisação por mais dias”, declarou um dos representantes da Associação dos Transportadores de Gaza (Astro-Gaza).

Alguns passageiros lamentam a situação e queixam-se de estar a passar por momentos bastante constrangedores.

“Estamos cansados, queremos ir para as nossas casas. Estamos parados aqui há mais de 4 horas. Os motoristas alegam que estão cansados de pagar dinheiro em cada posto onde há uma brigada da polícia. Dizem que já nem conseguem ver o seu rendimento no fim do dia, de tanto pagarem à polícia”, disse Laurinda Rafael Mussane.

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