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19 de Fevereiro, 2025

População de Boane ameaça invadir UniTiva e incendiar seus autocarros, caso continue a cobrar multas pelas mensalidades em atraso

Os residentes do município de Boane, província de Maputo, juntamente com os encarregados de educação e os trabalhadores, ameaçam invadir a Universidade UniTiva e incendiar os seus autocarros, caso a instituição persista em cobrar multas pelas mensalidades em atraso.Os residentes do município de Boane, província de Maputo, juntamente com os encarregados de educação e os trabalhadores, ameaçam invadir a Universidade UniTiva e incendiar os seus autocarros, caso a instituição persista em cobrar multas pelas mensalidades em atraso.

Em contacto com a “Carta”, os queixosos alegam que a ideia de efectuar uma “visita especial à universidade” surge no âmbito da falta de entendimento entre a direcção daquela instituição e os encarregados em relação à suposta cobrança de multas arbitrárias para quem atrasa com as mensalidades.

“Apresentamos essas exigências em Dezembro e eles acabaram suspendendo as multas, mas agora decidiram voltar a aplicá-las, ignorando a situação actual que o país vive. Sendo assim, vamos fazer uma visita especial à escola para conversar com o director”, afirma um dos encarregados de educação.

“Muitos pais e encarregados de educação perderam os seus empregos, mas, mesmo assim, têm feito um grande esforço para pagar as mensalidades, pois querem que seus filhos continuem a estudar. No entanto, a escola não demonstra o mínimo de consideração. Quando o encarregado de educação não consegue pagar a mensalidade em dia, o estudante é imediatamente penalizado com uma suspensão até que o pagamento, com as devidas multas, seja regularizado”, afirma um residente daquele município.

Os encarregados de educação pedem que as multas sejam suspensas durante os primeiros meses, visto que uma grande parte está a tentar reerguer-se financeiramente. Também solicitam que seja estipulado um prazo para que os pagamentos sejam realizados.

Por outro lado, um grupo de trabalhadores da mesma instituição queixa-se de tratamento desigual, incluindo salários miseráveis, enquanto outros circulam em veículos de luxo.

“Não achamos justa a forma como somos tratados nesta instituição e não entendemos o que está a acontecer. Se têm dinheiro para comprar essas máquinas, é tudo graças ao nosso esforço diário. É graças aos encarregados de educação que pagam as mensalidades, por isso eles deviam ter o mínimo de respeito pelas pessoas. Eles não têm nenhuma consideração por nós”, desabafa um trabalhador que pediu para falar em anonimato.

Os queixosos também relatam que o grupo mais prejudicado entra às 7h00 e não tem praticamente hora de saída, recebendo entre 7 mil e 20 mil meticais.

O ano lectivo 2025 na UniTiva teve início na última segunda-feira, 17 de Fevereiro. No entanto, as mensalidades são cobradas entre os dias 25 e 10 do mês seguinte. Os estudantes que não conseguem pagar dentro do prazo sofrem multas que variam entre 25% e 100%, e a instituição não demonstra preocupação com a situação.

Localizada no município de Boane, a Universidade cobra mensalidades a partir de 9.700 meticais por aluno, incluindo o valor do transporte escolar. Assim como aconteceu em Outubro de 2024, “Carta” entrou em contacto com a Universidade UniTiva para buscar esclarecimentos sobre o assunto, mas, novamente, sem sucesso. (M.A)

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