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30 de Setembro, 2019

Ainda não há data para eleição do novo Bastonário da Ordem dos Advogados

Não há, para já, qualquer data para realização de eleições na Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM). O escrutínio tem por fito a eleição do novo líder máximo, bem como dos órgãos sociais da agremiação.

 

A confirmação deste facto foi dada na última sexta-feira (27) por Flávio Menete, actual Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, um dia antes da realização das eleições. O facto é que, no último sábado (28), os membros com a sua situação devidamente regularizada iriam, caso as eleições não tivessem sido adiadas, às urnas para escolher o novo Bastonário, assim como os novos órgãos sociais.

 

 

Esta é, na verdade, a segunda vez que as eleições naquela agremiação são adiadas. O primeiro adiamento foi a 6 de Abril do corrente ano, devido à passagem do ciclone Idai, conforme justificou, na altura, o Bastonário da Agremiação.

 

Flávio Mente, que falava em conferência de imprensa convocada para abordar as feições que o processo está a tomar, avançou que o escrutínio fora adiado, não revelando, por conseguinte, a nova data em que as eleições terão lugar.

 

O adiamento, anotou Menete, surge na sequência da queixa submetida por André Júnior junto do Tribunal Administrativo (TA), solicitando a suspensão das eleições, alegadamente por ter sido afastado “injustamente” da corrida pela Comissão Eleitoral.

 

Aliás, Menete disse que a queixa de André Júnior colheu de surpresa a todos, isto porque em circunstância alguma o queixoso, o seu mandatário ou algum integrante da lista contactaram o Bastonário, o Conselho Nacional ou Jurisdicional. Refere ainda que só tomaram conhecimento da suspensão do acto 37 minutos antes do início do debate entre os candidatos aprovados, que havia sido agendado para a passada quinta-feira (26).

 

Com o adiamento, anotou Flávio Menete, dar-se-á início a um “exercício interno conjunto” (os candidatos, aprovados e o excluído, e os respectivos mandatários) para permitir que as eleições tenham lugar num “clima de tranquilidade”.

 

“Neste momento, devo assegurar-vos que não vamos realizar as eleições. As eleições não terão lugar amanhã. A Ordem está a fazer um exercício interno com a intervenção quer dos candidatos admitidos, quer do candidato excluído e os respectivos mandatários no sentido de ver se existe uma janela que permita a realização de eleições num clima de tranquilidade”, explicou Menete.

 

Num outro desenvolvimento, Menete estabeleceu os primeiros dias da presente semana como o deadline para divulgação dos passos que serão dados pela Ordem, tendo em vista a conclusão do dossier.

 

Depois do afastamento da candidatura de André Júnior, apenas dois candidatos concorriam à substituição de Flávio Menete da condução dos destinos da Ordem. São eles: Miguel José Mussequejua e Duarte de Conceição Casimiro.  

 

O novo Bastonário vai substituir no cargo Flávio Menete, que se encontra a dirigir a agremiação desde 2016, que decidiu, embora sem tornar públicas as razões de fundo, não se recandidatar para um segundo mandato.

 

Por força dos estatutos, o mandato na Ordem dos Advogados de Moçambique é de três anos, podendo ser renovado apenas uma vez. A Ordem dos Advogados foi criada a 14 de Setembro de 1994 e já teve, incluindo o actual, quatro bastonários. (Carta)

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