O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu, na terça-feira (11), o combate à proliferação ilegal de telemóveis e a prática de crimes de burla a partir das cadeias, defendendo que os reclusos devem praticar actividades produtivas.
“Queremos acabar com as burlas efectuadas a partir das celas, eliminar a introdução de telefones nas prisões e ‘incinerar’ os esquemas de solturas ilegais”, disse Chapo, quando falava durante a cerimónia de tomada de posse do Chefe do Estado-Maior da Casa Militar e de patenteamento de oficiais da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).
Referindo-se directamente a Jaime Manuel Muriezai e Yazalde Viana Serafina de Sousa, promovidos a primeiro adjunto comissários da Guarda Penitenciária, o chefe de Estado apontou o imperativo da melhoria da cadeia de comando, respeito pelos direitos humanos e reforço da reabilitação e reinserção social dos reclusos.
Os oficiais promovidos devem ser “o farol no enfrentamento dos desafios da segurança penitenciária e no fortalecimento da articulação entre o SERNAP [Serviço Nacional das Prisões] e os órgãos judiciais”, acrescentou.
Exortou à dinamização da produção agro-pecuária nas penitenciárias, como forma de reduzir encargos orçamentais do Estado e melhorar a dieta alimentar dos reclusos.
Em relação ao novo Chefe do Estado-Maior da Casa Militar, brigadeiro Colane Assane, Daniel Chapo assinalou o papel fundamental que esta entidade desempenha na manutenção da prontidão da tropa encarregue da protecção do Chefe de Estado, da sua família e das instalações presidenciais.
“Esperamos um Chefe do Estado-Maior astuto, rígido e exigente, mas com sensibilidade humana para ouvir as preocupações da sua força”, declarou Chapo.
O Presidente moçambicano advertiu contra práticas como o nepotismo e o amiguismo, que classificou de “extremamente proibidos” nos processos de promoção e recrutamento.
Enfatizou a necessidade do combate aos raptos e tráficos de droga, apelando à responsabilização dos autores deste tipo de crimes.
“Queremos ver Moçambique livre de raptos, de tráfico de drogas, de órgãos e de seres humanos e de branqueamento de capitais”, afirmou, acrescentando que, caso as expectativas sejam defraudadas, serão tomadas medidas drásticas.
Daniel Chapo pediu ainda aos oficiais promovidos que participem activamente nas acções complexas de gestão e comando e que priorizem a prevenção da criminalidade, assegurando a ordem, a tranquilidade e a segurança públicas.
“Se porventura ocorrerem crimes, façam de tudo para colocar os infractores atrás das grades, a ver o sol aos quadradinhos”, disse, acrescentando que o reforço do núcleo de pensadores estratégicos na PRM contribuirá para enfrentar desafios como a criminalidade organizada e a sinistralidade rodoviária. (L.M)





