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3 de Abril, 2025

“Frelimo e seu candidato ganharam. Esta é a verdadeira verdade eleitoral” – Daniel Chapo

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A Frelimo e o seu candidato presidencial venceram as VII Eleições Gerais e IV Provinciais, realizadas no dia 09 de Outubro de 2024. “Esta é a verdadeira verdade eleitoral”, defendida esta manhã pelo Presidente da Frelimo e ex-candidato presidencial Daniel Francisco Chapo, na abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Central desta formação política, que arrancou hoje na Escola Central do partido no poder, no município da Matola, província de Maputo.

“A Frelimo preparou-se e organizou-se para que a vitória, em todas fases do processo, fosse uma realidade. O alto nível de preparação e organização da Frelimo, permitiu o seu candidato enfrentar e derrotar os seus adversários, fazendo preval___ecer a vontade genuína do cidadão eleitor, expressa através do voto depositado na urna. «Camaradas», esta é a verdadeira verdade eleitoral”, disse Daniel Francisco Chapo, reiterando que “a Frelimo e o seu candidato venceram as eleições de 09 de Outubro”.

Segundo Daniel Chapo, eleito Presidente da República nas eleições mais polémicas desde a introdução do multipartidarismo, os protestos pós-eleitorais que se verificaram em quase todo país – que resultaram na morte de mais de 350 pessoas (na sua maioria assassinados pela Polícia) e na destruição de diversas infra-estruturas públicas e privadas –, não resultam do processo eleitoral, mas de uma agenda “meticulosamente preparada” com intenção de desestabilizar o país, uma tese que vêm defendendo desde que chegou ao poder.

Aliás, tal como defendeu, aos prantos, Alcinda De Abreu, em Novembro de 2024, à saída de uma reunião da Comissão Política, Daniel Chapo entende que as eleições de 09 de Outubro último voltaram a provar a existência, no país e no estrangeiro, de um movimento para derrubar a Frelimo, mas o partido que governa Moçambique desde 1975 “é o único guia legítimo dos moçambicanos na luta pela sua afirmação política, económica e cultura”, de acordo com o novo Chefe de Estado.

“As eleições de 09 de Outubro passado foram disputadas numa conjuntura caracterizada por fortes pressões endógenas e exógenas, visando, a todo custo, afastar a Frelimo do poder, no quadro de uma estratégia global de acabar com os antigos movimentos de libertação nacional, em toda região da África Austral”, disse Chapo, repetindo, literalmente, a posição manifestada pela Comissão Política, no auge das manifestações populares.

No entanto, diz o também Presidente da República, baseando-se no Relatório da Comissão Política, os protestos derivaram também das dificuldades do Governo em prover os serviços básicos à população; da intolerância política instalada na sociedade; da arrogância e falta de humildade de alguns dirigentes; da corrupção; entre outros factores. Por isso, propõe a introdução de uma directiva que define o papel do dirigente da Frelimo.

“As manifestações violentas, levadas a cabo por um certo candidato derrotado, claramente identificado [Venâncio António Bila Mondlane], devem ser matéria clara de análise franca e desapaixonada sobre as verdadeiras causas”, disse o Presidente da Frelimo, defendendo que, para o sucesso dos debates, “é fundamental reconhecer que, para além de factores externos, precisamos de fazer uma introspeção dentro do nosso partido para identificar e corrigir eventuais desvios na aplicação dos valores e princípios”.

No seu discurso, de pouco mais de 28 minutos, no qual defendeu a necessidade de se descer à base (aldeais e povoados) com “uma mensagem de paz e harmonia” para, por um lado, explicar “a verdadeira verdade eleitoral” e, por outro, desconstruir o “evangelho do ódio”, Daniel Chapo referiu que o partido deve retomar a formação de quadros, pois, actualmente “parece haver incertezas sobre a ideologia dos partidos”.

Chapo garantiu ainda que a Frelimo vai, igualmente, retomar as reuniões e conferências de quadros, encontros que juntam os “cérebros” da Frelimo e que já não se realizam há mais de cinco anos. Aliás, em sua missiva dirigida a Filipe Nyusi, no auge das manifestações pós-eleitorais, o veterano da luta de libertação nacional, Hélder Martins, questionou as razões da suspensão daquelas reuniões.

Refira-se que estão presentes na sala plenária da Escola Central do partido Frelimo, 241 membros do Comité Central; membros do Governo; antigos membros do Bureau Político da Frelimo (Graça Machel, Óscar Monteiro), antigos presidentes da Frelimo, entre outros convidados. (Abílio Maolela)

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