O Assessor e colaborador do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, Dinis Tivane, denunciou este domingo uma tentativa de assassinato, alegadamente protagonizada por indivíduos mandatados pelo partido no poder, Frelimo.
Numa publicação feita na sua conta oficial do Facebook, Dinis Tivane narra que indivíduos desconhecidos metralharam, na madrugada deste domingo, o portão da sua casa, no bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo, sendo que alguns invólucros atingiram o interior da sua garagem.
Tivane conta que ele e a família não se encontravam em casa, quando ocorreram os factos. Citando os vizinhos, afirma que os indivíduos se faziam transportar numa viatura branca, de marca Toyota, modelo Hilux GD6 e que o festival de tiros cessou com a aproximação de agentes da Polícia.
“Desde a última vez que estiveram na minha casa e dispararam contra o guarda, devo ir fazendo estas publicações. Desta vez foi de madrugada e metralharam a minha casa, a partir do meu portão. Contei 24 tiros, alguns dos quais atingiram as barras horizontais do portão, todavia, por haver frestas, várias balas entraram e atingiram a zona interior da garagem”, refere.
À “Carta”, Tivane não deu mais explicações acerca do caso, apesar do contacto, mas à TV Sucesso confirmou que esta não foi a primeira vez em que a sua residência foi visada por desconhecidos. Conta que, certa vez, duas viaturas ligeiras, de cor branca, bloquearam a entrada da sua casa, quando tentava parquear a sua viatura. Noutro dia, afirma, um grupo, também não identificado, entrou na sua casa e baleou o guarda.
Numa publicação acompanhada de um vídeo amador, ilustrando as perfurações causadas pelos tiros, Dinis Tivane diz não ter dúvidas de que a acção foi protagonizada pelo partido Frelimo e que a mesma deriva das suas acções políticas.
“É este o tipo de resposta que recebemos destes ‘tipos’, dizemos estes ‘tipos’, mas sabemos que é o partido Frelimo. Esta é a forma que eles têm para responder quando cidadãos exercem o seu direito constitucionalmente consagrado”, defende.
“Se a Frelimo tem todo o poder de colocar um Presidente que seja ilegítimo (controlam o Conselho Constitucional, a CNE, a PGR, os Tribunais e tudo isto), porque é que precisa fazer isto? De matar? Se tudo aquilo que nós fizermos não vai resultar em alternância do poder?”, questiona, garantindo, em entrevista à TV Sucesso, que não vai desistir. (Carta)