Director: Marcelo Mosse

Maputo -

Actualizado de Segunda a Sexta

16 de October, 2026

Matlombe diz-se insatisfeito pela baixa qualidade dos serviços prestados pelo INATRO

Escrito por

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, disse-se insatisfeito pela baixa qualidade dos serviços prestados, ao cidadão, pelo Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO). Matlombe disse que, apesar das reformas em curso, os resultados alcançados ainda não correspondem às expectativas do Governo nem às necessidades dos utentes, o que exige uma mudança efectiva na forma de funcionamento da instituição.

“Registamos, com preocupação, a persistência de demoras na emissão de documentos essenciais, situações que penalizam os cidadãos, criam constrangimentos às empresas e aos transportadores e fragilizam a confiança e a credibilidade da instituição perante a sociedade”, queixou-se o Ministro na quarta-feira (14), em Macaneta, província de Maputo, durante a abertura do II Coordenador do Ministério, de dois dias.

Matlombe defende que os problemas que mancham o INATRO não devem continuar. Por isso, exigiu maior celeridade na implementação das reformas e uma postura mais proactiva dos gestores, com maior capacidade de decisão, sentido de responsabilidade e orientação para resultados. Para ele, é fundamental identificar e eliminar os constrangimentos existentes, simplificar os procedimentos e assegurar que os serviços sejam prestados com eficiência, transparência e dentro de prazos razoáveis.

Segundo o governante, a modernização do INATRO não se pode limitar a mudanças administrativas ou à introdução de novas tecnologias. Deve traduzir-se em melhorias concretas no atendimento, na redução dos tempos de espera e na capacidade de resposta às necessidades dos cidadãos.

Garantiu que o Governo continuará a acompanhar de perto este processo, mas espera dos responsáveis da instituição maior compromisso e resultados visíveis. “Precisamos de uma mudança efectiva, que permita normalizar o funcionamento do INATRO, recuperar a confiança do público e garantir serviços de qualidade, colocando verdadeiramente o cidadão no centro da actuação da instituição”, exigiu o Ministro.

Todavia, Matlombe não exigiu mudanças apenas ao INATRO, mas também a todos os funcionários do Ministério e das instituições tuteladas. Exigiu aos dirigentes de instituições que cumpram as suas responsabilidades, sem que alguém os lembre constantemente. “Quero ser muito claro neste ponto. O tempo em que os dirigentes das instituições precisam de ser constantemente lembrados das suas obrigações não pode continuar. Cada dirigente conhece, ou deve conhecer, as responsabilidades do cargo que exerce, as metas da sua instituição e os compromissos assumidos com o Governo”, disse Matlombe.

O governante disse ainda que não pode ter um Ministério em que a liderança superior passa a maior parte do tempo a cobrar tarefas que deveriam ser executadas normalmente, a solicitar repetidamente informações já exigidas ou a insistir no cumprimento de prazos que todos conhecem. Para Matlombe, isso não é uma forma sustentável de gerir instituições públicas.

“Ou conhecemos a nossa agenda e assumimos as nossas obrigações, ou temos de dar lugar a quem esteja preparado para trabalhar com iniciativa, sentido de missão e compromisso com os resultados. Esta é uma exigência de gestão e de responsabilidade perante o país”, frisou o Ministro.

Para Matlombe, os cargos de direcção não são títulos honoríficos. São responsabilidades que exigem competência, disponibilidade, capacidade de decisão e entrega. Por isso, exigiu aos dirigentes que antecipem problemas, apresentem soluções, cumpram prazos e mobilizem as suas equipas

Visited 11 times, 11 visit(s) today

Sir Motors

Ler 13 vezes