Vinte estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) foram contemplados, há dias, com bolsas de estudo que cobrem integralmente as despesas de formação, no âmbito da iniciativa “Bolsa Padrinho”.
As bolsas, financiadas pela África Great Wall Mining Development Company, uma empresa mineira de capitais chineses, abrangem o pagamento de propinas e despesas de deslocação, com o objectivo de assegurar a continuidade da formação de estudantes com dificuldades financeiras.
Segundo o Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, o apoio representa um alívio para muitas famílias e constitui um contributo directo para o desenvolvimento do país. O gestor explicou ainda que o programa resulta de um memorando de entendimento assinado no ano passado, que já permitiu a realização de várias acções, incluindo o financiamento total da reabilitação de furos de água no Campus Universitário.
“Os jovens beneficiários provêm de diferentes distritos e localidades. O nosso compromisso é garantir que concluam a sua formação e possam, no futuro, contribuir para o crescimento nacional”, afirmou o académico, acrescentando que a UEM recebe numerosos pedidos de apoio académico, mas o défice orçamental limita a capacidade de resposta, razão pela qual foi criada a iniciativa “Padrinho”.
Manuel Guilherme Júnior deixou ainda uma recomendação directa aos estudantes: “levem esta oportunidade muito a sério. A bolsa obedece ao regulamento institucional, que exige desempenho académico positivo. A sua manutenção durante os quatro anos depende do esforço de cada um”.
Por sua vez, o representante da empresa chinesa, Zhang Dong, anunciou que a mineradora irá disponibilizar nos próximos cinco anos 100 bolsas de estudo destinadas a estudantes de licenciatura e mestrado da UEM. As áreas prioritárias incluem Direito, Geologia, Engenharia Agrónoma, Engenharia do Ambiente e Relações Públicas.
Zhang Dong defendeu que o desenvolvimento sustentável do país “depende de um quadro jurídico sólido, de uma exploração científica e responsável dos recursos naturais, de uma protecção ambiental eficaz, de um sector agrícola moderno e de uma comunicação pública transparente”, referiu.
A fonte sublinhou ainda que a concretização destes objectivos exige uma nova geração de quadros altamente qualificados e socialmente responsáveis, sendo que “a UEM formou, ao longo de várias décadas, profissionais que hoje são pilares de vários sectores da sociedade moçambicana”, concluiu.





