As críticas às viagens frequentes do Presidente da República, Daniel Chapo, especialmente a estada, neste momento, em Belém para a Cimeira COP30, ignoram a essência da governação moderna e a imperatividade da diplomacia moçambicana.
O Chefe de Estado é a vanguarda da diplomacia conforme o estabelecido pelo ordenamento jurídico moçambicano. O Presidente da República é a entidade suprema responsável pela condução da política externa e da diplomacia com outros países.
As decisões diplomáticas, que definem a posição e os interesses nacionais no tabuleiro global, competem inegavelmente ao Chefe de Estado. Estar ausente de um fórum de Líderes Mundiais não é poupar recursos, é abrir mão do direito de Moçambique defender os seus interesses vitais.
Moçambique é um dos países mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos. A presença de Daniel Chapo, na COP30, não é um acto cerimonial, mas sim uma estratégia de defesa nacional e de desenvolvimento inclusivo.
A posição moçambicana nesta cimeira, conforme se pode ler e interpretar através da publicação do Presidente da República na sua página oficial do facebook, é clara: exigir que os países mais industrializados e poluidores assumam a responsabilidade e cumpram os compromissos de financiamento climático e transferência de tecnologia.
As Cimeiras de Alto Nível são o principal palco para negociar e garantir o apoio financeiro e técnico essencial à adaptação, reconstrução e resiliência das nossas comunidades perante ciclones, cheias e secas recorrentes.
O peso da negociação directa entre Chefes de Estado é insubstituível. A sua presença em Belém, no Brasil, garante que a voz e a experiência de Moçambique, um país que lida ciclicamente com as calamidades climáticas, sejam ouvidas, reforçando o seu papel como campeão regional na área de prevenção de desastres e facilitando audiências cruciais com líderes e financiadores internacionais.
Em suma, a participação na diáspora e em cimeiras como a COP30 é a manifestação directa da diplomacia económica e climática, sendo um investimento estratégico para um país que busca posicionar-se internacionalmente, atrair parcerias estruturais (em energias renováveis e agricultura resiliente) e garantir um futuro sustentável para a população.





