A empresa Montepuez Ruby Mining (MRM), que opera no posto administrativo de Namanhumbir, distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, apelou aos turistas residentes na capital provincial, Pemba, para que deixem de comprar rubis a vendedores ilegais.
A Montepuez Ruby Mining é detida em 75% pela empresa britânica Gemfields e em 25% pela sua parceira moçambicana, Mwiriti Limitada.
Em comunicado, a empresa afirma que vendedores ilegais de rubis estão a trabalhar em pontos turísticos de Pemba e cooperam com turistas estrangeiros “vendendo-lhes rubis extraídos ilegalmente, em hotéis conhecidos de Pemba”.
“Além de pagar caro por rubis de baixa qualidade e extraídos ilegalmente, há relatos de que certos cúmplices das autoridades extorquem dinheiro de turistas ao ameaçá-los por comprar rubis ilegais”, diz o documento.
Segundo a nota, este assunto já foi partilhado com as autoridades a nível distrital, provincial e nacional “na esperança de que sejam tomadas medidas mais proactivas contra aqueles que estão a financiar, facilitar e incentivar o comércio ilegal de rubis moçambicanos”.
“A venda ilegal de rubis prejudica a economia de Moçambique e o seu povo, uma vez que priva o país de receitas fiscais muito necessárias provenientes dos recursos minerais”, acrescenta o documento.
No último ano, o governo ordenou a retirada de licenças de mineração em Cabo Delgado, porque algumas empresas, que as obtiveram há anos, não estão a investir. A província tinha 595 títulos de mineração, mas pelo menos 200 licenças foram retiradas por não serem utilizadas.
Cabo Delgado tem atraído grupos empresariais nos últimos anos, que têm solicitado vastas áreas para a exploração de recursos do subsolo, em particular rubis, ouro, turmalinas e outras pedras preciosas. No entanto, das várias licenças concedidas, actualmente apenas oito concessões mineiras operam em Cabo Delgado. (AIM)





