Iniciam hoje os exames de admissão às Universidades Eduardo Mondlane (UEM), Lúrio (UniLúrio) e Zambeze (UniZambeze). O processo decorre até à próxima sexta-feira (31). Para o presente ano académico, estão inscritos 34.500 candidatos, dos quais mais de 25 mil disputam 4.610 vagas na UEM. Do total de candidatos inscritos, 3.100 são para o período diurno e 1.510 para o pós-laboral.
Segundo a chefe do Departamento de Admissão da UEM, Isabel Guiamba, dos candidatos inscritos para o presente ano lectivo, 56% são do sexo feminino e 44% do sexo masculino. A UEM oferece um total de 123 cursos de graduação na modalidade presencial, e os exames serão realizados em todas as capitais provinciais, incluindo os distritos de Maxixe, Vilankulo, Chibuto e Mocuba.
Guiamba informou que os exames serão realizados no modelo misto: exames integrados com duração de 3 horas para duas disciplinas, e exames não integrados com duração de 1 hora e 30 minutos para uma disciplina. As provas arrancam às 8h00 da manhã e às 13h00 no período da tarde.
“Os exames integrados são para cursos com características específicas, como Música, Teatro e Aptidão Física, e para o curso de Ciências do Desporto”, frisou.
A fonte anunciou que seis novos cursos serão introduzidos no presente ano lectivo. Trata-se dos cursos de licenciatura em Geociências de Petróleo e Gás, Geofísica Aplicada, Geologia Urbana e Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos, Geologia e Pesquisa Mineral, e Ensino de Filosofia, introduzidos no âmbito da reforma curricular.
De acordo com a fonte, no modelo à distância, a UEM oferece cursos de licenciatura em Administração Pública, Gestão de Negócios, Marketing e Relações Públicas, e Organização e Gestão da Educação, cuja admissão é feita por via documental. Para essa modalidade, as inscrições continuam abertas até o dia 7 de Fevereiro.
Guiamba destacou que os cursos mais concorridos continuam a ser Medicina, Direito, Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, Biologia e Saúde.
Questionada sobre os procedimentos para os novos ingressos devido ao atraso que muitos estudantes enfrentaram na realização dos exames da 12ª classe, Guiamba garantiu que será feito um ajuste no calendário, tomando em conta o actual cenário vivido no ensino secundário.
“No entanto, teremos de ajustar o calendário de forma rápida para evitar uma perda de tempo excessiva”, afirmou Guiamba. (M.A.)