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17 de Fevereiro, 2025

Empresas da China e África do Sul entre as pré-seleccionadas pela LAM para fornecer aeronaves

 

Uma semana depois do lançamento do concurso para o fornecimento de aeronaves do tipo Embraer 190 e Boeing 737-700, em número não especificado, a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) selecionou, numa primeira fase, 14 empresas, com destaque para firmas oriundas da China, África do Sul, Portugal, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Brasil, Líbia, entre outras, de todos os continentes do mundo.

 

Segundo o jornal “Savana”, a nível nacional, concorreu apenas uma empresa denominada Helirescue24africa LDA, representada por Stephen Chituku, um cidadão zimbabueano. A Empresa é uma sociedade unipessoal, registada em 2018, e conta com capital social de 100 mil meticais. Pré-seleccionadas, as empresas deverão apresentar propostas técnicas e financeiras para posterior selecção do adjudicatário.

 

O semanário realça que o concurso público da LAM é severamente criticado devido a várias irregularidades e incongruências, levando muita gente a considerar que se trata de um concurso para “o inglês ver”.

 

Polemiza o concurso o prazo muito apertado (de sete dias) num processo de grande envergadura que, em geral, leva cerca de 25 dias. Ademais, o documento a que o “Savana” teve acesso fala da aquisição de cinco aeronaves. Os acionistas falam de aquisição de oito, sendo que o Governo, no seu plano de 100 dias de governação, compromete-se a adquirir três aeronaves.

 

Publicamente não há especificações se as aeronaves são novas ou de segunda mão, de modo a facilitar a proposta de manifestação de interesse. A falta de clareza nos critérios de avaliação levanta uma série de suspeitas de que as decisões já foram tomadas. (Carta)

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