O Governo aprovou a Resolução que cria o Comité Interministerial de Coordenação do Plano de Desenvolvimento dos Projectos de Gás Natural Liquefeito (LNG) em instalação na Área 1 e da Área 4 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
O Comité foi criado durante a VI Sessão Ordinária do Conselho de Ministros que decorre semanalmente, a cada terça-feira. Falando a jornalistas após a reunião, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que o comité tem como principal missão acompanhar e assegurar a avaliação célere e articulada das emendadas aos Planos de Desenvolvimento dos Projectos Mozambique LNG na Área 1 e Rovuma LNG na Área 4.
“A criação desse comité justifica-se pela dimensão financeira e estratégica dos dois projectos que são estruturantes, pelo impacto directo previsto nas receitas públicas futuras, na dinamização da economia nacional e conteúdo local, posicionamento internacional de Moçambique como produtor e fornecedor de Gás Natural Liquefeito ao mercado global”, acrescentou Impisa.
O Projecto Mozambique LNG teve início com a descoberta de uma vasta reserva de gás natural na costa norte de Moçambique em 2010, levando a uma decisão final de investimento estimada em 20 mil milhões de dólares americanos em 2019.
Os planos para os cerca 65 triliões de pés cúbicos (TCF) de gás natural recuperável incluem a construção de duas unidades de liquefacção com capacidade de 13 milhões de toneladas por ano (MTPA) e capacidade de expansão para até 43 MTPA.
O projecto é operado pela TotalEnergies e está projectado para responder às necessidades do mercado do Atlântico e da Ásia-Pacífico, além de explorar as crescentes procuras de energia do Médio Oriente e do subcontinente Indiano.
O projecto Rovuma LNG, na bacia do Rovuma (Área 4) em Moçambique, é uma iniciativa de 30 mil milhões de dólares americanos liderada pela ExxonMobil e Eni para produzir, liquefazer e comercializar 15-18 milhões de toneladas de GNL por ano. Com foco na Península de Afungi, a decisão final de investimento é esperada para meados de 2026, visando exportações para Ásia e Europa a partir de 2030.





