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23 de February, 2026

ANE precisa de 285 milhões de USD para repor estradas destruídas por cheias e inundações

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A Administração Nacional de Estradas (ANE) afirma já ter feito o levantamento provisório das necessidades para repor mais de sete mil quilómetros de estradas destruídos durante as últimas cheias e inundações urbanas. Do levantamento, a instituição concluiu que precisa de 285 milhões de USD. Entretanto, frisa que o custo final será conhecido após o fim da presente época chuvosa.

“Foi estimado que, para a reposição das estradas, são necessários cerca de 285 milhões de USD, dos quais 47 milhões de USD são para reparação dos danos na estrada nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala e o restante para toda a rede geral do país. Mas estes são números provisórios e o custo definitivo só teremos depois das inspecções, assim que terminar a época chuvosa”, explicou.

Respondendo às perguntas enviadas por “Carta”, a ANE explicou que, desde que a presente época chuvosa iniciou, em Outubro de 2025, foram afectados aproximadamente 7.443 Km de estradas, dos quais 895 Km danificados, bem como 41 pontes e 143 aquedutos e estruturas.

A instituição diz igualmente que foram feitos serviços mínimos nas estradas para repor a transitabilidade e que os empreiteiros continuam no terreno em prontidão para repor a transitabilidade em caso de corte.

Entretanto, no âmbito da emergência, foram realizados nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala, trabalhos de reposição nas seguintes estradas: N1: 3 de Fevereiro-Incoluane; N1: Baixa de Nguluzane (Xai-xai); N1: Rio Save-Muxúnguè (Ponte sobre o rio Muari e Ponte sobre Rio Gorongosa); N220: Chissano-Chibuto.

Foram ainda realizados trabalhos na N221: Guijá-Chicualacuala; R445: Macarretane-Massingir; R448: Chókwè-Chinhacanine; R856: Chókwè-Guijá; N1: Rio Save/Muxúnguè; N261: Nhamapaza/Maringue; R520: Guará Guará/Guarujá; N280: Guará-Guará/Nova Sofala; R564: Gorongosa/Piro; N322: Madamba/Mutarara.

Para a reposição das referidas estradas, a ANE não precisou o valor aplicado. Disse que a “reposição foi feita em algumas estradas com recurso a contratos de manutenção de rotina” e que o sector “ainda está a mobilizar recursos para reposição imediata e definitiva das estradas danificadas na presente época chuvosa 2025/2026”.

Acrescentou que, em muitas estradas, o tráfego foi aberto após baixar o nível de água na plataforma das estradas e após a realização das inspecções pelos técnicos da ANE. “Neste momento, é prematuro trazer o valor real para a reposição definitiva, mas tudo o que é feito é quantificado para no fim se avaliar o valor global necessário”, sublinhou.

Quanto ao número de estradas que precisam de intervenção, a ANE disse que praticamente nenhuma, uma vez que, com o abrandamento das chuvas, as estradas estão transitáveis condicionalmente.

Segundo a instituição, nas estradas intervencionadas, foram feitos serviços mínimos para garantir a transitabilidade ou construção de desvios para repor a transitabilidade. Todas as estradas que sofreram danos precisam de intervenção definitiva para garantir a normal circulação de viaturas sem restrições.

“As intervenções definitivas em todas as estradas serão feitas após o levantamento criterioso dos danos no final da época chuvosa. É necessário também repor a transitabilidade nas estradas que sofreram com a passagem de ciclone JUDE nas províncias de Nampula, Zambézia, Tete, Niassa e Cabo Delgado”, concluiu a fonte.

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