Moçambique registou um aumento de preços na ordem de 0,49% em Dezembro de 2025, mas em termos anuais e médios os preços subiram 4,37%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Com base no aumento anual, depreende-se que, se uma cesta básica custava 10 mil Meticais em finais de 2024, no ano passado custou mais 437 Meticais.
Segundo o INE, em Dezembro passado, a divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que mais influenciou o aumento de preços, ao contribuir com cerca de 0,43 pontos percentuais (pp) positivos. De entre vários produtos, a instituição destacou o aumento dos preços do tomate (17,0%), do carapau (2,3%), da galinha viva (4,3%), do feijão bóer (72,7%), da carne bovina (1,5%), da alface (10,4%) e da batata reno (8,7%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,38 pp positivos.
“Contudo, alguns produtos com destaque para o limão (20,3%), a farinha de milho (0,6%), a massa esparguete (1,3%), o feijão manteiga (0,4%) e o quiabo (3,8%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,04 pp negativos no total da variação mensal”, lê-se no Índice do Preço no Consumidor do INE.
Em termos acumulados, a Autoridade Estatística concluiu que, durante o ano de 2025, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 3,23%, influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, ao contribuírem com cerca de 1,87 pp e 0,70 pp positivos, respectivamente.
“Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do peixe seco, de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do carapau, do tomate, de sumos de frutas e do arroz em grão. Estes comparticiparam com cerca de 1,91 pp positivos no total da variação acumulada”, descreve o INE.
Relativamente à variação média de 12 meses, a Autoridade calculou e concluiu que, em Dezembro findo, o país registou um aumento de preços na ordem de 3,20%, influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, com uma contribuição de cerca de 10,25% e 7,76%, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, o INE notou que, em Dezembro de 2025, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Tete com 0,87%, seguida da Cidade da Beira com 0,71%, da Cidade de Xai-Xai com 0,70%, da Cidade de Chimoio com 0,68%, da Cidade de Quelimane com 0,50%, da Província de Inhambane com 0,39%, da Cidade de Maputo com 0,32% e da Cidade de Nampula com 0,22%.
Desagregando a variação acumulada, a Autoridade verificou que, durante o ano de 2025, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Tete com cerca de 8,66%, seguida da Cidade de Quelimane com 5,37%, da Cidade de Chimoio com 4,27%, da Província de Inhambane com 4,21%, da Cidade de Xai-Xai com 3,05%, da Cidade da Beira com 2,98%, da Cidade de Maputo com 1,25% e da Cidade de Nampula com 1,12%.
Relativamente à variação média de 12 meses, o INE concluiu que todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 7,53%, seguida da Província de Inhambane com 5,43%, da Cidade de Xai-Xai com 5,10%, da Cidade de Chimoio com 4,46%, da Cidade de Quelimane com 4,33%, da Cidade da Beira com 4,00%, da Cidade de Nampula com 3,64% e da Cidade de Maputo com 3,50%.



