Moçambique registou uma subida anual de preços de 4,93% em Setembro, em relação ao período homólogo de 2024, referem dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
O INE adianta que o país registou em Setembro passado um aumento de preços na ordem de 0,29%, em comparação com o mês de Agosto. O aumento foi influenciado pela subida do preço do milho em grão em 5,7%, de mensalidades da DSTV em 3,9%, do preço de motorizadas em 3,6%, entre outros bens.
A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de destaque na inflação mensal, ao contribuir com cerca de 0,08 pontos percentuais (pp) positivos.
Analisando a variação mensal por produto, o INE constatou o aumento de preços do peixe fresco (2,0%), de mensalidades da DSTV (3,9%), de motorizadas (3,6%), do milho em grão (5,7%), do peixe seco (1,0%), da couve (3,4%) e de refeições completas em restaurantes (0,4%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,18pp positivos.
“No entanto, alguns produtos, com destaque para o óleo alimentar (0,9%), o detergente em pó (1,3%), a cebola (2,4%), o arroz em grão (0,5%), o feijão manteiga (0,8%), a batata-reno (4,4%) e a carne de cabrito (1,9%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,08pp negativos no total da variação mensal”, ressalva a autoridade estatística em comunicado.
Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 4,93%. O INE explica que a subida foi influenciada pelas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 11,85% e 9,01%, respectivamente.
Variação mensal e homóloga por centro de recolha de preços
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, a Autoridade Estatística Nacional notou que, em Setembro findo, somente as cidades de Quelimane e da Beira registaram queda de preços com cerca de 0,10% e 0,05%, respectivamente. Entretanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a cidade de Chimoio com 1,21%, seguida da cidade de Tete com 1,19%, da província de Inhambane com 0,15%, da cidade de Maputo com 0,13%, da cidade de Xai-Xai com 0,06% e da cidade de Nampula com 0,05%.
Relativamente à variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 9,74%, seguida da cidade de Quelimane com 5,77%, da cidade de Xai-Xai com 5,42%, da cidade de Chimoio com 5,13%, da província de Inhambane com 4,96%, da cidade de Maputo com 3,85%, da cidade da Beira com 3,82% e da cidade de Nampula com 3,80%.





