O Governo anunciou a veda para a captura de várias espécies marinhas, como o camarão de superfície, caranguejo do mangal e o polvo. A medida foi anunciada na última terça-feira pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, em briefing à imprensa após a 35ª sessão ordinária do Conselho de Ministros.
Segundo Inocêncio Impissa, a medida visa garantir a reprodução e a sustentabilidade dos recursos pesqueiros, contribuindo para a preservação ambiental e o equilíbrio ecológico das zonas costeiras. O porta-voz afirma que o defeso do camarão de superfície no Banco de Sofala (Norte) decorre de 01 de Outubro a 31 de Dezembro de 2025, e a veda para a pesca industrial e semi-industrial vai de 01 de Janeiro a 01 de Março de 2026, enquanto a pesca artesanal estará suspensa de 15 de Dezembro de 2025 a 31 de Março de 2026.
O Banco de Sofala (região central de Moçambique, compreendendo o delta do rio Zambeze e o distrito de Moma) observará a veda entre 15 de Dezembro de 2025 e 30 de Abril de 2026, enquanto a Baía de Maputo e a Foz do Rio Limpopo entre 01 de Dezembro de 2025 e 31 de Março de 2026. A captura do caranguejo do mangal e do polvo será proibida de 01 de Novembro de 2025 a 31 de Janeiro de 2026, nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Inhambane.
Segundo o porta-voz do Governo, durante o período de defeso e da veda, são expressamente proibidos a captura, o transporte e a comercialização de novos lotes destas espécies, estando sujeitos a sanções administrativas e criminais os operadores que desrespeitarem as restrições. “Estas medidas são fundamentais para proteger os recursos marinhos e garantir a continuidade da actividade pesqueira de forma sustentável”, afirmou Impissa.





