A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a principal companhia área moçambicana, continua a emitir comunicados de cancelamento e reprogramação de voos que a anunciar o seu regresso à normalidade. Na manhã desta quinta-feira (24), a companhia de bandeira chamou a imprensa para se explicar e, através do seu porta-voz, Alfredo Cossa, disse que a situação se deve à falta de aeronaves.
Segundo Alfredo Cossa, um dos fornecedores rescindiu, unilateral e surpreendentemente, o contrato de fornecimento de uma aeronave, porém, sem avançar as razões. Contudo, não restam dúvidas de que tal se deveu às dívidas que a LAM vinha acumulando.
Sem essa aeronave, a LAM está a operar com apenas duas aeronaves, também alugadas, o que pressiona a companhia, que transporta em média 900 passageiros por dia.
Para fazer face à situação, Cossa disse que a Linhas Aéreas de Moçambique está a negociar com outros provedores o aluguer de duas aeronaves. Não revelou nomes dos operadores e nem os valores envolvidos, alegando o princípio de confidencialidade. Cossa não precisou também quando as duas aeronaves deverão chegar à empresa. Apenas disse que seria para breve.
Quanto às três novas aeronaves para reforçar a frota, anunciadas pelo Governo no âmbito dos Primeiros 100 dias de Governação (que terminam amanhã), Cossa disse que só o Executivo é que se pode pronunciar. Com essa resposta, depreende-se que as aeronaves continuam longe de chegar à LAM.