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5 de Fevereiro, 2025

Governo vende 91% da LAM às suas empresas por 130 milhões de USD

O Governo, reunido na terceira Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, aprovou a Resolução que autoriza a alienação de 91% de acções do Estado na empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), por negociação particular, e autoriza as empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE), nomeadamente, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), a adquirirem a participação do Estado na LAM.

 

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, igualmente Ministro da Administração Estatal e Função Pública, explicou que com o valor arrecadado pela venda de 91% de acções do Estado na LAM, no valor estimado de 130 milhões de USD, pretende-se investir na aquisição de oito aeronaves e reestruturação da companhia aérea.

 

Impissa acrescentou que, com a entrada da HCB, CFM e EMOSE pretende-se uma gestão indirecta da LAM “e a expectativa que se tem das empresas é que apliquem as regras de gestão internacionais e, com base nisso, julgamos que os accionistas terão maior controlo do dinheiro que irão gastar ou investir. Tratando-se de empresas estatais terão de prestar informações periódicas ao Governo sobre o investimento”.

 

Há uma semana, a LAM lançou um concurso internacional para o fornecimento de novas aeronaves do tipo Embraer ERJ 190 e Boeing 737-700. As empresas ou consórcios interessados deverão submeter as suas propostas até o dia 07 do mês em curso. A ERJ 190 é uma aeronave E-Jets, bimotor, de médio alcance, para 80-124 passageiros, desenvolvida pela Embraer, fabricante brasileira de aeronaves comerciais, militares e executivas. Novo, o aparelho custa 46,2 milhões de USD.

 

Já o Boeing 737-700 é uma aeronave da fabricante norte-americana Boeing, lançada em Novembro de 1993. Acomoda 126 passageiros em duas classes ou 149 passageiros em uma classe. O Boeing 737 é um dos aviões mais vendidos da Boeing. O jato custa 89.1 milhões de USD, quase o dobro que o ERJ 190.

 

A decisão de aquisição de novas aeronaves acontece depois de a LAM devolver um avião cargueiro Boeing 737-300 da Indonésia. O aparelho ficou um ano sem operar por falta de certificação nacional e reconhecimento, pela fabricante, das modificações feitas na aeronave (de passageiros para cargueiro). Com o aluguer, a LAM gastou mais de 71 milhões de Meticais, pouco mais de 1.1 milhão de USD. (Evaristo Chilingue)

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