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24 de Fevereiro, 2025

Custo de vida aumentou 4,6% em Janeiro passado – INE

 

O custo de vida, em razão dos actuais bloqueios de estradas pela população um pouco por todo o país, aumentou em 4,6% no mês de Janeiro passado, em relação a igual período de 2024 e 1,4 em relação ao mês de Dezembro. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 1,16 pontos percentuais (pp) positivos.

 

Desagregando a variação mensal por produto, o Instituto Nacional de Estatística (INE) destacou o aumento dos preços do carapau (10,0%), do tomate (11,7%), do arroz em grão (6,6%), da couve (15,2%), da farinha de milho (6,4%), do coco (23,4%) e da alface (28,4%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,83 pp positivos.

 

No entanto, a instituição observou que alguns produtos com destaque para a cerveja para consumo fora de casa (1,7%), o peixe fresco (1,9%), a galinha viva (2,8%), a cebola (3,2%) e os cursos de formação profissional (3,2%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,13pp negativos no total da variação mensal.

 

“Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2024, indicam que o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 4,69%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 12,04% e 5,07%, respectivamente”, descreve o INE, em comunicado.

 

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no país, a Autoridade Estatística constatou que em Janeiro findo todas as Cidades registaram aumento de preços. A Província de Inhambane, com 3,04%, foi a que registou o maior aumento de preços, seguida da Cidade de Xai-Xai com 2,13%, da Cidade de Tete com 2,09%, das Cidades de Maputo com 1,50%, de Quelimane com 1,23%, de Chimoio com 1,20%, de Nampula com 0,86% e da Beira com 0,85%.

 

Relativamente à variação homóloga (Janeiro de 2024), todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Xai-Xai registou o maior aumento de preços com cerca de 5,97%, seguida da de Tete com 5,80%, da Província de Inhambane com 5,56%, das Cidade de Quelimane com 4,47%, de Maputo com 4,45%, de Nampula com 4,40%, de Chimoio com 4,36% e da Beira com 4,17%.

 

Com base nesses dados do INE, em todo o país verifica-se o aumento generalizado dos preços de bens e serviços agravado pelas manifestações violentas pós-eleitorais e não menos importante pelas intempéries que também destruíram o tecido económico em algumas províncias do país. Por consequência do aumento generalizado de preços, a população tem-se manifestado nos últimos dias, bloqueando estradas e provocando caos, para exigir a redução do custo de vida, principalmente em bens alimentares e cimento. (Carta)

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