Mahanhela são também as metamorfoses a que estão sujeitas as pessoas desde a casa, enquanto lar, e a ideia concebida de vida adulta, tanto para homens, como para mulheres. O lobolo ou o casamento, o trabalho para o “sustento”, a pobreza, essa nudez que se camufla nas fardas do labor incessante, a feitiçaria que pode ser entendida como a extensão da miséria e das desigualdades (ainda que associada ao subúrbio e ao meio rural), essa consequência de uma vida de cobiça de “coisas alheias”. E no culminar, há a frustração mal digerida que se traduz na entrega à boémia, bebericar, chorar e dançar a angústia e a desgraça.
(De 06 a 30 de Agosto, às 18h00 na Fundação Fernando Leite Couto)





