Há dias, no final do dia, estava numa esplanada habitual de uma casa de pasto da cidade com um amigo. Um conhecido deste, que acabado de entrar, cumprimentou-o e sem seguido o banal protocolo de amigos que não se encontram ou falam há algum tempo.
Retive da conversa deles o termo “Varanda da Banda” usado na pergunta feita pelo meu amigo ao seu conhecido em que, curioso, procurava saber do seu amigo se era habitual ele frequentar a “Varanda da Banda”, no caso a esplanada em que estávamos.
Quando ouvi o termo o meu cérebro sinalizou “Eureka!”. Tinha já a resposta que procurava, há algum tempo, mormente a denominação para os grupos de amigos ou conhecidos ocasionais que se encontram nos finais de tarde em esplanadas de casas de pastos da cidade.
Um bom urbano ou citadino que se preze certamente que frequenta uma “Varanda da Banda” ou no mínimo duas: a próxima ao seu local de residência e a do trabalho. Há quem frequente mais do que duas, mas em todas algo em comum: todos os dos grupos em várias mesas têm noção dos reias problemas e soluções certeiras (e até mágicas) para a prosperidade de Moçambique e dos moçambicanos.
Por acaso, e sempre que me despeço – depois de mais uma jornada em qualquer uma das esplanadas – a sensação de estar a sair de mais uma reunião do Conselho de Ministros. Em cada uma minha “Varanda da Banda” jorram especialistas de todas as áreas de governação e de fazer inveja a qualquer Governo. Mesmo em questões de condução de veículos, os da minha “Varanda da Banda” são os melhores e os mais respeitadores das regras de trânsito e da ética na condução.
E a propósito, para fechar, tenho dito, e em jeito de dica para quem nas próximas eleições venha a ter a responsabilidade de formar o elenco governamental: faça o “procurement” na “Varanda da Banda” das esplanadas das casas de pasto da cidade em que frequenta ou a dos seus assessores. No mínimo, são duas varandas. Se não for assim, lamento que se perca uma oportunidade para um elenco governamental com ministros da “Varanda da Banda”.





