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9 de October, 2026

Celebração de amizade

Escrito por

A propósito de um aniversário no recato

Amigos…estou celebrando a amizade, a nossa amizade. A 6 de Outubro completo anos. Nasci nessa data, às vezes festejada até com vibração melómana e outros dias num quadro intimista à luz de velas, ou cortando bolo num lugarejo de pasto. No ano passado foi em Inhambane. Juntei amigos na casa dos meus pais em Satharé e uma JBL expelia sonoridades pop-rock dos anos 70/80, quando toda a boa música foi criada. Dançámos Deep Purple, Yes, Supertramp, Harare, Masekela e Brenda.

Até bem pouco tempo, eu cogitava entrar para a segunda metade cinquentona com farra a valer mas…

Mas tive a obrigação solidária do recato em respeito a uma situação de doença na família intima em véspera de bloco operatório.

A ansiedade e angústia comprimiram minhas emoções e andei nessa rame rame desolador, pensando nele, na sua vida, seu passado e nossa relação altamente cordial com conversas centradas numa rivalidade clubista, ele do Maxaquene e Leonino e eu do Benfica, apenas isso, meu único clube de coração no mundo – resisti à prostituição do coração.

Sai de cena tambem para ajudar-me na fixação de memórias. Mas…era uma fuga quase que fugidia, efémera.

Porquê? Porque existem os amigos, vocês. Mesmo confinado naquela ansiedade, era impossível alheiar

-me totalmente do contágio de vossas felicitações.

Nos meus lugares no Facebook e no WhatsApp percebi da volupia da vossa saudação. Foi estimulante e gratificante saber que há sempre alguém disposto a dar um abraço de amizade ou de partilha afectuosa.

Obrigado do fundo do coração.

E quero pedir-vos uma coisa: perdoem- me a arrogância do silêncio ante tamanha disponibilidade para o abraço, a saudação paroquial, o carinho revelado.

Eu tinha razão para não estar retornando naquele momento meu apreço por vocês. Felizmente, o procedimento médico correu de feição e há vida no fundo do túnel.

Meu apreço por vocês todos segue incólume. Eu vibro a amizade, abraço freneticamente a amizade, procurando que elas sigam com espírito de camaradagem comunitária, a celebração da conexão, naquele modo de interacção social exaltada num tema country (“With a Little Help from My Friends”), dos Beatles (Lennon, Mcarteney, Starr),gravado em 1967, e que Joe Cocker transforma numa balada de soul blues, dando uma cabazada de recriatividade aos The Fab Four de Liverpool, exibindo-se em cheio nos palcos do memorável festival de Woodstock em 1968, tornando a canção um dos seus  registos conográficos.

Seu significado profundo (o da canção) é: nós os homens conseguimos superar dificuldades, inseguranças ou momentos solitários quando contamos com o apoio, a amizade e a solidária de outras pessoas.

Este é o meu “take” sobre a amizade, mostrando sempre minha disponibilidade para ajudar. Viva a amizade!

Saravah!

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