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19 de Fevereiro, 2025

Alunos estudaram sem manuais no ano lectivo de 2024

 

Os alunos do ensino primário, especialmente os da 1ª e 2ª classes, estudaram sem livros de distribuição gratuita, no ano lectivo de 2024. No entanto, para o presente ano lectivo de 2025, o Ministério da Educação e Cultura garantiu que grande parte dos manuais já se encontra nas províncias.

 

Em balanço do Plano Económico e Social e Orçamento de Estado referente a 2024, publicado há dias pelo Ministério das Finanças, o Governo indica que distribuiu apenas 9.587.589 livros escolares para o ensino primário em todo o país, o que corresponde a uma execução de 43 por cento, resultando num défice de 57 por cento dos manuais que não foram distribuídos. O mesmo documento não faz comparação com o ano lectivo 2023.

 

A meta para o ano lectivo de 2024 era de aquisição e distribuição de 22.491.500 livros, logo no primeiro trimestre para permitir que os alunos tivessem material para facilitar o processo de ensino e aprendizagem, tendo em conta que os alunos da 1ª e 2ª classes usam o manual de distribuição gratuita como livro-caderno.

 

Do total dos livros distribuídos em todo o país, no ano passado, o informe mostra que a maior parte foi para a província de Nampula (2.046.643), seguida da Zambézia (1.707.670), Niassa (876.040), Cabo Delgado (845.140), Maputo Província (753.487), Tete (679.193), Inhambane (617.333), Sofala (629 780), Manica (583.580), Gaza (569.970) e, por último, com menor número de manuais distribuídos, a cidade capital Maputo (278.753).

 

Entretanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), que substituiu o então Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, assumiu que não conseguiu cumprir com a meta. “Distribuímos mais de 9 milhões de livros escolares beneficiando directamente mais de 7 milhões de alunos do Ensino Primário em todo o país. No entanto, reconhecemos que, no ano passado, a totalidade dos livros não chegou ao território nacional”, refere.

 

Neste contexto, e para garantir a continuidade das aulas e evitar prejuízos aos alunos, o Ministério da Educação diz ter implementado no ano passado uma alternativa que incluiu a utilização de livros recolhidos ao fim do ano lectivo de 2023 (especificamente os manuais da 3ª e 6ª classes), além da mobilização do stock de segurança.

 

Assim sendo, após o incumprimento das metas de impressão e distribuição de 22 milhões de livros gratuitos no ano lectivo de 2024, o Governo afirmou nesta terça-feira, após mais uma sessão do Conselho de Ministros, que para o presente ano lectivo já distribuiu cinco milhões de livros escolares, o equivalente a 48%. Contudo, as chuvas que caem por todo o país têm dificultado o processo de distribuição dos manuais nos distritos.

 

Recorde-se que a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, disse recentemente que o processo de distribuição dos manuais e outro material poderá ser concluído, a nível nacional, até ao mês de Março.

 

“Nós gostaríamos que fosse até ao mês de Fevereiro, mas tendo em conta as difíceis condições de acesso, causadas por ciclones e chuvas, estamos a trabalhar para que, até fim de Março, o livro esteja em todas as escolas”, adiantou. (M.A.)

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