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20 de Fevereiro, 2025

Tensão pós-eleitoral afecta desempenho económico da EMOSE em 2024

A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) diz ter sido afectada pela tensão pós-eleitoral caracterizada por manifestações violentas nos últimos três meses de 2024. “Registamos prejuízos por parte dos nossos parceiros, nomeadamente, mediadores e agentes que nos apoiam na distribuição dos nossos produtos. De forma directa nós fomos afectados no que diz respeito ao volume de receitas”, afirmou o Presidente do Conselho de Administração da EMOSE, Janfar Abdulai.

 

O PCA, que falava à margem da 39ª reunião de gestores e quadros da empresa, havida há dias, não conseguiu precisar em que medida os lucros foram afectados. “Entretanto, é importante explicar que a actividade seguradora tem o seu pico nos últimos três meses por conta das renovações e contratação de outros seguros e, se formos a perceber, as manifestações pós-eleitorais decorreram no último trimestre do ano passado. Por fim, há prejuízos, mas por questões operacionais e não estruturais da própria empresa”, afirmou o PCA da EMOSE.

 

Ainda assim, disse Abdulai, a empresa pagou em 2024 43 milhões de Meticais em dividendos aos cofres do Estado, valor que resultou das receitas registadas durante o referido ano económico. “Para nós, este valor representa um ganho enorme porque mostra aquilo que é o papel da EMOSE como uma entidade detida pelo Estado, que investe para ter retorno”, sublinhou o gestor.

 

Quanto ao seguro agrícola a ser implementado na província central da Zambézia numa fase piloto, o serviço apresenta um imbróglio, tendo apontado a falta de financiamento para o desenvolvimento da agricultura. “A agricultura tem reportado a falta de recursos para poderem contratar os seguros, e nós estamos a estudar o melhor modelo para que esse seguro não seja muito caro e, acima de tudo, consciencializar o agricultor da importância desse seguro”, afirmou Abdulai.

 

O seguro agrícola consiste no contrato entre o produtor e a seguradora, em que o produtor paga um prémio e a seguradora garante uma indemnização em caso de perdas na produção, e o valor do seguro na EMOSE varia de 3% a 15% do custo de produção da lavoura. O seguro agrícola visa essencialmente que os prejuízos financeiros do produtor sejam minimizados em caso de chuvas torrenciais, inundações, períodos de seca, incêndio, entre outros.

 

Nos últimos dois anos, a EMOSE desdobra-se na digitalização dos seus produtos com vista a dinamizar ainda mais os serviços da empresa. Segundo o PCA da EMOSE, o processo já está quase a ser concluído e espera que até ao fim deste ano a actividade termine. (Evaristo Chilingue)

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