O Índice de Robustez Empresarial, produzido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), com objectivo de avaliar o desempenho das empresas do sector privado, situou-se em 28 por cento, no primeiro trimestre de 2023, o correspondente a uma redução de 1 por cento face ao IV trimestre de 2022, que se havia fixado em 29 por cento. A informação foi partilhada esta quinta-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica, durante a realização da 12ª Edição do Economic Briefing.
Segundo a CTA, a desaceleração do desempenho das empresas moçambicanas resulta, em parte, do impacto do sector do turismo, que registou uma queda da procura. “O período sagrado do ramadão [mês de jejum da religião muçulmana], os custos dos combustíveis e a subida da taxa de juro continuam a ser os principais factores que condicionam o desempenho empresarial”, sublinhou Vasco Manhiça, vice-Presidente da CTA, no seu discurso de abertura.
O sector privado aponta ainda a perda de produção agrícola, devido às inundações; o aumento de custos de logística; e o aumento de encargos com a banca, como outros factores que influenciaram o mau desempenho das empresas nos primeiros três meses do ano.
A nível provincial, o destaque vai para a queda das empresas da província de Gaza e Inhambane, que saíram de um Índice de 29 por cento para 26 por cento. Também há que destacar a queda do Índice na cidade de Maputo e província de Nampula, que saiu, respectivamente, de 30.3 por cento para 30 por cento e de 28 por cento para 25 por cento.
As províncias de Tete, Sofala e Manica mantiveram o mesmo Índice do IV Trimestre de 2022, que foi de 29 por cento, situação que também se verifica na província da Zambézia, cujo Índice de Robustez Empresarial mantém-se nos 25 por cento desde o III Trimestre de 2022.
De acordo com o sector privado, o segundo trimestre continuará desafiante, pelo facto de o desempenho das reservas internacionais líquidas e as necessidades de importações não oferecerem condições para desacelerar ou reduzir a taxa de juro.
“A recente medida do Banco de Moçambique em reduzir a comparticipação na factura de importação de combustível de 100 por cento para 60 por cento e a já anunciada subida dos respectivos preços colocam pressão sobre os custos das empresas”, sublinha o empresariado moçambicano. (Carta)