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Actualizado de Segunda a Sexta

1 de Abril, 2025

Pássaros tendem a inviabilizar operações da LAM

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Os pássaros tendem a prejudicar a empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), agravando ainda mais a situação financeira e operacional em que se encontra. Com alguma frequência, as aves têm-se chocado com aeronaves da LAM inviabilizando vários voos. Contudo, para além de partilhar comunicados, a empresa não manda evidências (fotos) dos choques.

Em seis meses ocorreram, segundo a companhia, três choques entre pássaros e aeronaves da LAM, deixando centenas de passageiros em terra. Entretanto, de Setembro de 2024 a esta parte, o mês de Março foi o que mais choques registou. No total foram dois, tendo o último ocorrido no sábado passado (29).

Nesse caso, a LAM comunicou que, em Inhambane “os pássaros embateram na aeronave após a descolagem desta e causaram danos a um dos sensores. Devido ao incidente, a aeronave que prosseguiria a operação de Inhambane a Quelimane e, mais tarde, à Beira e Maputo, teve de retornar imediatamente à capital do país onde está a base operacional da companhia”.

De acordo com o comunicado da companhia, a aterragem no aeroporto internacional de Maputo aconteceu com sucesso sem precisar de assistência especial, para os passageiros e a tripulação. “No acto subsequente, a aeronave foi submetida à intervenção da área técnica. Após o término da intervenção dos técnicos sobre a aeronave, a realização dos voos foi retomada às 22h30 nos percursos afectados”, lê-se no comunicado.

Ainda em Março, no dia 21, outra aeronave da LAM teve de regressar ao aeroporto de Maputo após o embate a um grupo de pássaros ter provocado danos no aparelho, obrigando à reprogramação dos voos.

A LAM explicou na altura, em comunicado, que a situação envolveu a aeronave que assegurava o voo Maputo/Nampula/Maputo, pouco depois da partida do aeroporto da capital. Além desses, no dia 20 de Setembro de 2024, uma aeronave da companhia, que devia fazer o voo TM 191 na noite do passado dia 19, embateu num pássaro em Nacala, e foi obrigada a interromper a viagem.

Nesses três casos, a LAM só partilhou comunicados sem anexar fotos que comprovem os incidentes, o que causa muita estranheza numa altura em que a empresa se encontra numa situação financeira e operacional crítica, estando o Governo a envidar esforços para tirá-la da crise.

Para o efeito, o Executivo anunciou em princípio deste ano a venda de 91% das acções do Estado na LAM, com o objectivo de investir na aquisição de oito novas aeronaves e na reestruturação da empresa, num valor estimado em 130 milhões de USD. Nesse contexto, o Governo liderado por Daniel Chapo pretende comprar três aeronaves para a empresa pública, no âmbito do Plano de Acção dos Primeiros 100 dias de Governação.

Contudo, numa altura em que faltam menos de 30 dias (dos 100), nenhum avião foi adquirido apesar de o concurso internacional para o fornecimento de aeronaves ter levado só sete dias. Mas no pouco tempo que resta, muita coisa pode acontecer.

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