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31 de Agosto, 2021

Ministério Público reclama da falta de respeito de Ndambi Guebuza

A memória curta de Armando Ndambi Guebuza não é o único momento que marcou o sexto dia do julgamento do caso das “dívidas ocultas”, que decorre no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança (vulgo B.O.). Os tiques de arrogância e a falta de respeito pelas normas do Tribunal também marcaram o primeiro dia de audição do filho do ex-Chefe de Estado.

 

A magistrada do Ministério Público, Ana Sheila Marrengula, chegou a pedir um ponto de ordem no Tribunal, alegando que o réu não a tratava tal como mandam as normas. O facto é que Ndambi Guebuza tratava a representante do Ministério de Público de “senhora”, enquanto a mesma deve ser identificada por “digníssima magistrada”. Lembrou ao arguido que estava no Tribunal em representação do Estado, na qualidade de titular da acção penal, pelo que exigia o seu respeito.

 

Porém, o primogénito de Armando Emílio Guebuza pouco fez para seguir as ordens do Tribunal. Poucos minutos depois de ser advertido, Ndambi Guebuza perguntou Ana Sheila Marrengula se queria vinho, quando foi questionado em torno da encomenda enviada por Jean Boustani à Presidência da República. A encomenda incluía mais de 8 toneladas de garrafas de vinho, fretado a partir da França pela Privinvest e a informação foi transmitida ao réu, que negou clarificar as circunstâncias em que o vinho foi enviado e o conteúdo da segunda encomenda.

 

O réu chegou a chamar a PGR de mentirosa e que estava sendo usada como veículo de perseguição política, pelo que não confiava na instituição liderada por Beatriz da Consolação Mateus Buchili.

 

Referir que Armando Emílio Guebuza marcou presença no dia da audição do seu filho, mas não prestou qualquer declaração. (Carta)

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